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O número que reacendeu o apetite do Centrão por Flávio Bolsonaro

Fora do noticiário e embalado pelo avanço nas pesquisas, senador aposta no efeito eleitoral das pesquisas para acelerar adesões partidárias

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 fev 2026, 12h56 • Atualizado em 5 fev 2026, 12h58
  • Enquanto a direita segue fragmentada e os partidos do chamado Centrão evitam compromissos antecipados, o entorno de Flávio Bolsonaro tenta transformar desempenho em pesquisa em ativo político. O tema foi discutido no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, a partir de nota da coluna Radar, que detalha a estratégia conduzida pelo senador Rogério Marinho para atrair legendas de centro à candidatura do filho do ex-presidente (este texto é um resumo do vídeo acima).

    A movimentação ocorre num momento em que partidos como União Brasil e PP ainda resistem a embarcar formalmente no projeto bolsonarista, enquanto o PSD tenta manter o controle do jogo com múltiplas opções presidenciais.

    Por que Flávio decidiu sair de cena?

    Segundo o colunista Mauro Paulino, há uma estratégia deliberada de redução da exposição pública. Flávio viajou para o exterior e diminuiu a presença no noticiário justamente no momento em que passou a registrar crescimento consistente nas pesquisas.

    “Quando um candidato apresenta esse tipo de desempenho, ele passa a ter uma vantagem objetiva: atrair apoios”, afirmou Paulino. Na avaliação do especialista, o senador se beneficia do efeito político que os números produzem nos bastidores, especialmente entre partidos pragmáticos.

    Como os números influenciam o jogo do Centrão?

    Ainda que Lula permaneça à frente nas simulações eleitorais, Flávio é apontado como o nome que mais cresce no campo da direita. Esse avanço cria, segundo Paulino, um ambiente favorável à negociação.

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    “Quanto melhor o candidato se mostra nas pesquisas, maior a facilidade de atrair outros partidos”, explicou. A expectativa do entorno bolsonarista é que esse cenário estimule uma disputa interna no Centrão por espaços estratégicos em uma eventual campanha presidencial.

    O esvaziamento de Tarcísio muda o tabuleiro?

    A insistência do governador Tarcísio de Freitas em negar uma candidatura presidencial também reconfigura o cenário. Para Paulino, a retração de Tarcísio abre espaço para a consolidação de Flávio como principal nome da direita neste momento.

    “O esvaziamento dessa candidatura alternativa coincide com o crescimento de Flávio e demonstra a facilidade de transferência de votos do bolsonarismo”, afirmou. Ainda assim, o analista ressalta que o quadro segue aberto e depende da capacidade do senador de converter intenção de voto em alianças formais.

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    O Centrão já escolheu seu lado?

    Por ora, não. As legendas de centro seguem cautelosas e avaliam cenários paralelos, inclusive com candidaturas próprias. A articulação liderada por Gilberto Kassab, que atraiu governadores como Ronaldo Caiado, reforça essa lógica de manter opções abertas até o último momento.

    Ainda assim, como destacou o colunista, o crescimento de Flávio nas pesquisas altera o cálculo político: quem lidera o movimento de alta passa a ser visto como polo natural de atração.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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