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O custo financeiro da delação de Daniel Vorcaro, segundo advogados ligados ao governo

Banqueiro decidiu colaborar com a Justiça em troca de benefícios e foi transferido de um presídio para a Polícia Federal em Brasília

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 mar 2026, 13h10 • Atualizado em 22 mar 2026, 13h26
  • Com o avanço das negociações em torno da delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, advogados ligados ao governo Lula projetam os honorários que o ex-dono do Banco Master paga à nova banca de defesa para levar adiante o mais explosivo acordo de colaboração desde o auge da Lava-Jato. Segundo advogados ouvidos por VEJA, os serviços dos defensores do empresário apontado como protagonista do maior escândalo financeiro da história recente não sairiam por menos de 30 milhões de reais.

    Durante o escândalo do petrolão, quando jovens advogados de Curitiba se tornaram supercriminalistas do dia para a noite, os honorários para se negociar acordos de delação e defender políticos e empresários na vara do então juiz Sergio Moro eram estimados entre 5 milhões e 8 milhões de reais por causa. Quando os donos das maiores empreiteiras do país negociaram delações e acordos de leniência no Supremo Tribunal Federal (STF) e em autarquias como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a folha de pagamento dos defensores subiu para cerca de 20 milhões de reais. Apesar da perspectiva de receberem uma bolada pela defesa do banqueiro, Daniel Vorcaro está com os bens bloqueados por ordem da justiça.

    Decidido a fazer um acordo de delação, o ex-dono do Master trocou o criminalista Pierpaolo Bottini pelo também criminalista José Luís de Oliveira Lima, a quem cabe agora pilotar os termos da colaboração do empresário com a Justiça. Pelas regras dos acordos de colaboração, para garantir benefícios judiciais como redução de pena e encerramento de processos, Daniel Vorcaro será instado a contar detalhes inéditos sobre o escândalo do Master, apresentar evidências e documentos que comprovem suas alegações e imputar fatos criminosos verídicos a personagens de interesse da investigação. Sem provas de corroboração, qualquer acusação, por mais impressionante que seja, não pode levar à punição de ninguém e tem de necessariamente ser descartada.

    Na quinta-feira, 19, o ministro do Supremo André Mendonça autorizou que Vorcaro fosse transferido do presídio de segurança máxima de Brasília para a Superintendência da PF na cidade a fim de dar seguimento às negociações para sua delação premiada.

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