O cálculo de Lula em São Paulo diante do favoritismo de Tarcísio
PT tenta montar palanque no maior colégio eleitoral do país, mas enfrenta resistência interna e cenário adverso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu avançar na montagem de seu principal palanque eleitoral para 2026 ao lançar Fernando Haddad como pré-candidato ao governo de São Paulo e, ao mesmo tempo, pressionar Geraldo Alckmin a disputar o Senado no estado. A estratégia, discutida publicamente em evento recente, expõe as dificuldades do PT em um território historicamente hostil e com forte presença da direita (este texto é um resumo do vídeo acima).
Durante o programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, os bastidores dessa articulação foram detalhados pelos colunistas Robson Bonin e Marcela Rahal, que apontaram tensões internas e riscos eleitorais na aposta do partido.
Por que Lula insiste em Haddad em São Paulo?
A escolha de Haddad atende a uma necessidade estratégica: garantir um palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país.
Para Marcela, o movimento é menos uma opção e mais uma imposição do cenário político.
“O Haddad é o nome realmente mais forte dentro do partido, é conhecido nacionalmente… E agora vai sofrer, no bom sentido.”
A decisão ocorre em meio ao crescimento de adversários e à necessidade de o PT ter nomes fortes nos estados para sustentar a candidatura presidencial de Lula.
Haddad entra fortalecido ou fragilizado na disputa?
Para Bonin, o ex-ministro entra na corrida carregando um peso político significativo.
“Ele vai consciente de que vai para uma eleição defender um legado que não é o dele e que é muito mal avaliado pela sociedade.”
Bonin destaca que Haddad terá de lidar com críticas à política econômica do governo e com temas sensíveis ao eleitor paulista, como segurança pública e gestão urbana.
Qual é o principal obstáculo do PT em São Paulo?
O histórico eleitoral do partido no estado segue como barreira central.
Além disso, o atual governador Tarcísio de Freitas aparece bem posicionado nas pesquisas, o que eleva o grau de dificuldade da disputa.
“Já é uma eleição complexa para o PT, e o governador está indo muito bem avaliado”, afirmou Bonin.
A campanha deve girar em torno de temas como violência e a situação da Cracolândia, assuntos que tendem a favorecer o adversário.
Por que Alckmin virou peça-chave nesse tabuleiro?
Lula defende que Alckmin dispute o Senado para fortalecer a chapa em São Paulo. A ideia é ampliar o alcance eleitoral e equilibrar forças no estado.
No entanto, há resistência do vice-presidente, que já sinalizou desconforto com a possibilidade.
A movimentação revela um cálculo político mais amplo: além da eleição, está em jogo a sucessão dentro do campo governista.
O que está por trás da pressão sobre Alckmin?
Segundo Bonin, o debate vai além da eleição de 2026 e toca diretamente no futuro do poder dentro do PT.
“O que está em jogo não é o Senado. O que está em jogo é o ‘pós-Lula’.”
A avaliação é de que o partido busca manter o controle da sucessão e evitar que uma liderança externa, como Alckmin, se consolide como herdeira política.
O PT chega competitivo ao maior colégio eleitoral?
Apesar da aposta em Haddad, o cenário ainda é considerado desfavorável.
Com resistência histórica ao partido, adversários bem posicionados e desgaste nacional, o PT entra na disputa em São Paulo tentando equilibrar necessidade política e viabilidade eleitoral.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





