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O cálculo de Lula ao bater no Conselho de Segurança da ONU

Defesa da soberania nacional vira trunfo político em meio à polarização interna

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 mar 2026, 18h00 •
  • Em meio à escalada de tensões geopolíticas globais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o papel do Conselho de Segurança da ONU e reforçou o discurso de defesa da soberania nacional — movimento que, segundo análise apresentada no programa Ponto de Vista, pode ter impacto direto na disputa eleitoral. Para o colunista Mauro Paulino, a estratégia fortalece dois pilares centrais da imagem do presidente: sua atuação internacional e a capacidade de dialogar com diferentes campos políticos (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Ao comentar a guerra envolvendo o Irã, Lula afirmou que o Conselho de Segurança tem sido omisso diante dos conflitos internacionais e alertou para os riscos de um cenário global sem regras.

    Por que Lula voltou a criticar a ONU?

    O presidente tem reiterado críticas ao funcionamento do Conselho de Segurança, especialmente em momentos de crise internacional.

    Segundo Lula, a atuação do órgão não acompanha os desafios atuais.

    Como esse discurso impacta a imagem do presidente?

    Para Paulino, há ganho direto na percepção do eleitorado: “Ele representa bem o país junto à comunidade internacional.”

    O contraste com a postura adotada por Jair Bolsonaro em fóruns internacionais é apontado como um diferencial relevante.

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    A política externa virou ativo eleitoral?

    A atuação internacional passa a ser explorada como elemento de campanha.

    “Isso contrasta muito com a forma como o ex-presidente agia nos eventos internacionais.”

    A imagem de um líder respeitado no exterior contribui para reforçar a credibilidade do presidente.

    Por que a soberania nacional une eleitores?

    O tema aparece como um dos poucos consensos em um cenário polarizado.

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    “É um dos poucos temas que acaba unindo todas as partes do país”, diz Paulino.

    Segundo o colunista, tanto eleitores alinhados ao governo quanto à oposição valorizam a defesa dos interesses nacionais.

    Episódios recentes reforçam esse discurso?

    A reação negativa a ações que envolveram interlocução com governos estrangeiros foi citada como exemplo.

    “Foram condenadas pela maioria da população, inclusive entre bolsonaristas.”

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    Esse tipo de episódio fortalece a narrativa de proteção da soberania.

    Lula tenta ocupar qual espaço na eleição?

    A estratégia combina liderança internacional e defesa nacional.

    “Não é à toa que Lula usa esses dois elementos para reforçar essa imagem junto ao eleitorado.”

    Com isso, o presidente busca ampliar sua base para além do eleitorado tradicional.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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