Nova pesquisa traz boas notícias para Tarcísio, mas aponta para uma armadilha do calendário
A escolha do governador envolve riscos claros, como aponta o editor José Benedito da Silva, no programa Ponto de Vista
A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta quarta-feira, reforça um dado que vinha se consolidando nos bastidores: Tarcísio de Freitas é hoje o nome mais forte para a reeleição em São Paulo — e isso tem peso direto no cálculo sobre 2026. O governador aparece com mais de 48% das intenções de voto no principal cenário testado, bem à frente de Fernando Haddad (PT), que pontua 25,5%. O tema foi debatido no programa Ponto de Vista (este texto resume o vídeo acima).
Num segundo cenário, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a performance de Tarcísio se mantém sólida. O favoritismo praticamente incontestável coloca o governador diante de uma encruzilhada política que precisa ser resolvida em poucos meses.
A armadilha do calendário
Como lembrou o editor José Benedito da Silva no Ponto de Vista, Tarcísio tem até abril para decidir se deixa o Palácio dos Bandeirantes e se lança ao Planalto. A escolha envolve riscos claros:
• Reeleição: caminho seguro, com vantagem folgada e alinhado ao desejo do governador de completar projetos de infraestrutura que exigem oito anos.
• Presidência: rota incerta, ainda mais após o lançamento intempestivo da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que embaralhou o tabuleiro da direita.
Tarcísio gostaria de adiar ao máximo qualquer anúncio, mas o relógio político corre contra ele.
O peso de São Paulo em 2026
A importância do estado não é apenas simbólica. São Paulo foi decisivo na vitória apertada de Lula em 2022 — não porque o PT venceu, mas porque Haddad, mesmo derrotado, conseguiu um desempenho robusto e diminuiu a vantagem bolsonarista no maior colégio eleitoral do país.
Nesse contexto, o governo federal precisa de um nome forte para a disputa paulista em 2026, independentemente do resultado. Haddad e Alckmin são as apostas mais citadas, ainda que ambos tenham destinos abertos: o ministro pode permanecer na equipe econômica, e o vice-presidente pode ser convocado para outro papel na campanha nacional.
Pressões cruzadas sobre Tarcísio
A ala mais pragmática da centro-direita vê no governador o nome mais competitivo contra Lula — e não esconde o receio de que Flávio Bolsonaro não tenha viabilidade eleitoral. O lançamento precoce do senador, avaliado como movimento interno do clã, aumentou ainda mais o desconforto entre partidos do Centrão.
Tarcísio, porém, evita qualquer sinalização que abra guerra com o bolsonarismo. Seu silêncio calculado desde o anúncio de Flávio mostra exatamente isso: ele tenta manter intacta sua relação com o eleitorado de direita sem se precipitar.
Cenário ainda indistinto
A disputa presidencial exige uma estrutura e uma exposição nacional que Tarcísio ainda não consolidou. Permanecendo em São Paulo, tem altíssima chance de vitória — e com tranquilidade. Saindo, arrisca trocar uma reeleição praticamente garantida por uma batalha aberta e imprevisível.
A tendência, por ora, é que o governador empurre a decisão para o início do ano que vem, quando o cenário estiver menos turvo e as intenções reais de cada ator político começarem a se definir.
O único ponto claro, como aponta Benedito, é que a pressão para que ele se lance ao Planalto vai continuar.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





