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Nova pesquisa indica o impacto do escândalo Master na disputa entre Lula e Flávio

Levantamento indica queda na credibilidade da Corte, alta exposição do escândalo e efeito direto no cenário da eleição presidencial

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 mar 2026, 14h00 • Atualizado em 12 mar 2026, 14h33
  • O escândalo envolvendo o Banco Master avança, produzindo efeitos políticos e institucionais mensuráveis. Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta, 12, indica que 49% dos brasileiros dizem não confiar no Supremo Tribunal Federal, enquanto 43% afirmam confiar na Corte — uma queda de sete pontos na confiança em relação ao levantamento anterior (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Os números foram comentados no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, e refletem o desgaste provocado pelas investigações que envolvem ministros do tribunal e o banqueiro Daniel Vorcaro.

    O caso ganhou novas repercussões após revelações que atingem os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de decisões recentes no próprio Supremo relacionadas à condução das investigações.

    Por que a imagem do STF se deteriorou?

    Segundo o colunista Mauro Paulino, a pesquisa confirma uma percepção crescente de desconfiança institucional no país.

    Para ele, o caso Master reforçou dúvidas que já existiam em parte da sociedade sobre o funcionamento do Judiciário. O fato de o escândalo envolver diretamente ministros do Supremo amplifica esse efeito.

    O analista observa que a atuação recente do tribunal, especialmente em decisões relacionadas à tentativa de golpe e ao julgamento de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, já polarizava opiniões no país.

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    Qual é o impacto político do escândalo?

    De acordo com Paulino, o desgaste do Supremo também repercute no cenário eleitoral.

    A mesma pesquisa indica um empate numérico em cenário de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, ambos com 46% das intenções de voto.

    Na avaliação do analista, o contexto institucional desfavorável tende a beneficiar a candidatura associada ao discurso crítico ao Judiciário.

    Quem tenta administrar a crise no Supremo?

    A responsabilidade de conduzir o tribunal em meio ao escândalo recai sobre o presidente da Corte, Edson Fachin.

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    Nos bastidores, segundo relatos de integrantes do tribunal, há divergências sobre como lidar com o desgaste público. Uma ala defende apoio aos ministros envolvidos nas controvérsias, enquanto outra avalia que seria prudente um afastamento temporário para preservar a imagem da instituição.

    Para Paulino, qualquer decisão tomada por Fachin terá inevitavelmente consequências políticas, em um ambiente marcado pela polarização.

    O caso Master domina a atenção do eleitor?

    A pesquisa indica que 65% dos brasileiros já ouviram falar ou acompanham o escândalo, um índice considerado alto para temas políticos.

    Na avaliação de analistas, esse nível de conhecimento mostra que o caso ultrapassou os limites do debate institucional e se transformou em assunto central da agenda pública.

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    Diante disso, o comportamento do Supremo na condução das investigações tende a ser acompanhado de perto pela opinião pública nos próximos meses.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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