Nova pesquisa indica o impacto do escândalo Master na disputa entre Lula e Flávio
Levantamento indica queda na credibilidade da Corte, alta exposição do escândalo e efeito direto no cenário da eleição presidencial
O escândalo envolvendo o Banco Master avança, produzindo efeitos políticos e institucionais mensuráveis. Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta, 12, indica que 49% dos brasileiros dizem não confiar no Supremo Tribunal Federal, enquanto 43% afirmam confiar na Corte — uma queda de sete pontos na confiança em relação ao levantamento anterior (este texto é um resumo do vídeo acima).
Os números foram comentados no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, e refletem o desgaste provocado pelas investigações que envolvem ministros do tribunal e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O caso ganhou novas repercussões após revelações que atingem os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de decisões recentes no próprio Supremo relacionadas à condução das investigações.
Por que a imagem do STF se deteriorou?
Segundo o colunista Mauro Paulino, a pesquisa confirma uma percepção crescente de desconfiança institucional no país.
Para ele, o caso Master reforçou dúvidas que já existiam em parte da sociedade sobre o funcionamento do Judiciário. O fato de o escândalo envolver diretamente ministros do Supremo amplifica esse efeito.
O analista observa que a atuação recente do tribunal, especialmente em decisões relacionadas à tentativa de golpe e ao julgamento de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, já polarizava opiniões no país.
Qual é o impacto político do escândalo?
De acordo com Paulino, o desgaste do Supremo também repercute no cenário eleitoral.
A mesma pesquisa indica um empate numérico em cenário de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, ambos com 46% das intenções de voto.
Na avaliação do analista, o contexto institucional desfavorável tende a beneficiar a candidatura associada ao discurso crítico ao Judiciário.
Quem tenta administrar a crise no Supremo?
A responsabilidade de conduzir o tribunal em meio ao escândalo recai sobre o presidente da Corte, Edson Fachin.
Nos bastidores, segundo relatos de integrantes do tribunal, há divergências sobre como lidar com o desgaste público. Uma ala defende apoio aos ministros envolvidos nas controvérsias, enquanto outra avalia que seria prudente um afastamento temporário para preservar a imagem da instituição.
Para Paulino, qualquer decisão tomada por Fachin terá inevitavelmente consequências políticas, em um ambiente marcado pela polarização.
O caso Master domina a atenção do eleitor?
A pesquisa indica que 65% dos brasileiros já ouviram falar ou acompanham o escândalo, um índice considerado alto para temas políticos.
Na avaliação de analistas, esse nível de conhecimento mostra que o caso ultrapassou os limites do debate institucional e se transformou em assunto central da agenda pública.
Diante disso, o comportamento do Supremo na condução das investigações tende a ser acompanhado de perto pela opinião pública nos próximos meses.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





