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‘Não tem dinheiro’, diz vice do PT sobre filho de Lula, alvo de suspeitas na CMPI do INSS

Washington Quaquá nega envolvimento de Lulinha, amplia crítica ao sistema financeiro no caso Master e tenta afastar desgaste político do Planalto

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2026, 18h00 •
  • O nome de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, entrou no debate da CPMI do INSS — e já se tornou mais um foco de tensão política. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o vice-presidente do PT, Washington Quaquá, saiu em defesa do filho do presidente e negou qualquer risco direto para o governo (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Para Quaquá, o caso do INSS e o do Banco Master não têm potencial de atingir o Palácio do Planalto.

    Lulinha pode atingir Lula?

    Questionado sobre o impacto da investigação sobre o INSS na imagem do presidente Lula, Quaquá foi categórico: não acredita em envolvimento de Lulinha no caso. “Eu conheço os meninos e eles são moleques sérios, todos eles duros”, afirmou. “O Fábio leva uma vida espartana, não tem dinheiro.”

    Um dos pontos mais polêmicos da CPMI, que retomou os trabalhos na última semana, foi a tentativa de convocar Lulinha para depor. Ele é citado em trechos da investigação, mas ele próprio não é um dos alvos da Polícia Federal. O requerimento para levá-lo a CPMI  foi rejeitado por 19 a 12 em uma votação que aconteceu no dia 4 de dezembro.

    “A investigação tem que andar”, afirmou, ao mesmo tempo em que descartou participação do filho do presidente em irregularidades. Segundo ele, o surgimento do esquema investigado remonta ao governo de Jair Bolsonaro — e foi a gestão petista que teria colocado o tema sob apuração.

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    A estratégia é clara: separar o presidente do episódio e transferir o eixo da discussão para a responsabilidade institucional.

    O Banco Master é um problema isolado?

    Quaquá foi além e ampliou o debate. Comparou a crise do Banco Master à turbulência financeira de 2008 nos Estados Unidos e afirmou que, quando bancos quebram, “quem paga a conta é a sociedade”.

    Na sua avaliação, o caso revela fragilidades do sistema financeiro brasileiro, que, segundo ele, precisa ser mais regulado e voltado ao desenvolvimento, e não à especulação.

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    “A única diferença é que uns são mais ousados do que outros”, disse, ao criticar práticas do mercado.

    O risco é jurídico ou eleitoral?

    Ao defender Lulinha e transformar a crise em debate sistêmico, Quaquá sinaliza qual será a linha do PT: blindagem política, defesa pública e deslocamento da narrativa.

    Se a estratégia será suficiente para conter desgastes, dependerá menos do discurso e mais do avanço — ou não — das investigações.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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