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Na política, quem com Pix fere, com Pix será ferido

Popularidade de Lula desabou devido à suposta taxação do sistema de pagamento, que agora é usado como arma pelo petista no embate com Trump e Bolsonaro

Por Daniel Pereira 20 jul 2025, 20h56 •
  • No início do ano, a popularidade do presidente Lula desabou depois de a oposição divulgar nas redes sociais a versão de que o governo taxaria o Pix. Só um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o assunto, afirmando que a ameaça de taxação era real, teve mais de 300 milhões de visualizações e deixou o governo desorientado.

    De início, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou, com alegações técnicas, que haveria cobrança de tributos sobre operações realizadas por meio do Pix. Outros auxiliares de Lula fizeram o mesmo, mas sem sucesso. Como a tese oposicionista predominava e cultivava a insatisfação popular, o governo se viu obrigado a recuar da norma da Receita Federal que, segundo Nikolas e companhia, embasaria a taxação do Pix.

    Foi uma forma de tentar conter danos. Pesquisa Datafolha divulgada em fevereiro, após o tema dominar o debate político, mostrou que a desaprovação a Lula chegou a 41%, enquanto a aprovação caiu para 24%. Em ambos os casos, foram recordes negativos considerando os três mandatos do petista. O desgaste só parou com a derrubada da norma da Receita e a promessa de Lula de que nada mudaria no Pix.

    O outro lado da moeda

    Depois de ser alvo, Lula agora está usando o Pix como arma no embate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Jair Bolsonaro. Após anunciar um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros como forma, entre outros, de pressionar as autoridades brasileiras a livrarem Bolsonaro de uma condenação por suposta tentativa de golpe, Trump determinou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil, que pode agravar as sanções aplicadas ao país.

    Um dos alvos dessa investigação será justamente o Pix, que, segundo o órgão dos EUA responsável pelo caso, pode prejudicar a competitividade das companhias americanas que atuam nos serviços de pagamento eletrônico. Ciente do apelo popular do tema no cenário interno, Lula não perdeu a oportunidade de explorá-lo.

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    Em resposta à ofensiva de Trump, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência postou a seguinte mensagem: “O Pix é nosso, my friend”. Lula reforço o coro em pronunciamento em rede nacional de televisão: “O Pix é do Brasil. Não aceitaremos ataques ao Pix, que é um patrimônio do nosso povo. Temos um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo, e vamos protegê-lo”.

    Já Haddad, que sempre tachou de mentira a versão de que pretendia taxar o Pix, aproveitou para provocar Nikolas Ferreira. “É estranho o presidente de um país querer taxar o Pix de outro país. Ele vai encarecer o custo das transações financeiras no Brasil. Ele vai realizar o sonho do Nikolas de taxar o Pix”, afirmou o ministro numa entrevista.

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