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Morre a 6ª vítima do acidente com bonde de Santa Teresa

Aposentado de 73 anos estava internado em clínica particular. Família reclama do atendimento no hospital Souza Aguiar e diz ter pago propina para conseguir transferência em ambulância pública

Por Leo Pinheiro 5 set 2011, 12h24

Morreu na noite de domingo mais uma vítima do acidente com o bonde de Santa Teresa, que tombou no sábado, 27 de agosto. O aposentado Alcides de Abreu Gonçalves, de 73 anos, não resistiu aos ferimentos do desastre que o deixou com traumatismo craniano, fraturas em um dos braços e uma das mãos, luxações nas pernas e diversas escoriações. O corpo do aposentado foi levado para o Instituto Médico Legal.

Alcides faleceu no Clínica Badim, na Tijuca, também na zona norte, estabelecimento particular no qual estava internado desde que seu filho, o operador de áudio Eduardo Gonçalves, tomou a iniciativa de transferi-lo do Hospital Municipal Souza Aguiar. A família fez queixas em relação ao atendimento, e afirmou ao site de VEJA que Gonçalves precisou ser transferido devido à falta de tomógrafo. O filho da vítima diz que retirou o pai da unidade pública sem autorização dos médicos e não foi impedido por funcionários.

A Secretaria Municipal de Saúde informou, em nota, que o tomógrafo teve uma parada temporária devido a um problema no software.

Eduardo ainda denuncia que os motoristas das ambulâncias que atendiam ao Souza Aguiar na noite do acidente se recusavam a fazer a transferência de seu pai para outro hospital da rede pública, pois a cota de transferências diárias já tinha ultrapassado as 20 viagens determinadas por contrato com a empresa prestadora de serviço. Para levar o paciente para a clínica particular,

Segundo o filho da vítima, um enfermeiro do corpo de bombeiros que dirigia a ambulância do Hospital Pedro II (recentemente municipalizado e fechado para reforma) ofereceu “ajuda” em troca de propina de 150 reais.

Das outras cinco vítimas do acidente com o bonde, três homens e duas mulheres morreram na noite do descarrilamento. Entre elas o maquinista Nelson Corrêa da Silva.

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