Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Moro condena filhas e genro de ex-diretor da Petrobras

Como todos os acusados no processo firmaram acordos de delação premiada, vão apenas cumprir serviços comunitários, sem prisão em regime fechado

Por Estadão Conteúdo 28 ago 2018, 08h45

O juiz federal Sergio Moro condenou as duas filhas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, delator da Operação Lava Jato, e um genro por embaraço à investigação de organização criminosa.

Segundo a sentença, Arianna Azevedo Costa Bachmann, Shanni Azevedo Costa Bachmann e Márcio Lewkovicz tentaram atrapalhar as investigações da operação março de 2014, quando entraram na Costa Global Consultoria, empresa do ex-diretor, e “removeram diversos documentos, dispositivos eletrônicos e dinheiro, que interessavam à investigação”.

Arianna e Lewkovicz foram condenados a dois anos e quatro meses de prisão, enquanto Shanni foi sentenciada a um ano e oito meses. Nenhum dos três, no entanto, será preso: todos firmaram acordos de delação premiada e terão as penas substituídas pela prestação de serviços comunitários.

“Os acusados teriam acatado solicitação de Paulo Roberto Costa, que pretendia antecipar-se às diligências policiais no seu escritório, removendo provas que poderiam incriminá-lo”, relatou o juiz na condenação. “Paulo Roberto Costa integrava grupo criminoso organizado instalado na Petrobrás que era composto por executivos da estatal, agentes políticos e intermediadores e que cobrava sistematicamente vantagens indevidas sobre contratos celebrados pela estatal.”

Continua após a publicidade

Publicidade