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Ministro pede cautela em projeto que acaba com cobrança de bagagem

Silvio Costa Filho defende diálogo no Senado sobre tema e diz que percepção negativa da economia é problema de comunicação

Por Redação VEJA
26 fev 2026, 21h00 •
  • O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, defendeu cautela na análise do projeto aprovado na Câmara que proíbe a cobrança por bagagem de mão e por mala despachada de até 23 quilos. A proposta ainda precisa passar pelo Senado e reacendeu o debate sobre custos no setor aéreo (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Para o ministro, o tema deve buscar “ponto de equilíbrio” entre proteger o passageiro e preservar a sustentabilidade das companhias aéreas.

    “Não devemos penalizar o cliente nem enfraquecer as empresas”, afirmou em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal.

    O fim da cobrança de bagagem pode prejudicar o setor?

    Costa Filho evitou endossar integralmente o projeto, mas destacou que o debate precisa considerar a saúde financeira das empresas aéreas.

    Segundo ele, o setor vive fase de expansão. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que o número de passageiros saltou de 97 milhões, em 2022, para 130 milhões nos últimos três anos — crescimento superior a 30%.

    “O fortalecimento da aviação impacta diretamente o turismo, o setor de serviços e a geração de empregos”, afirmou.

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    As passagens aéreas estão mais baratas?

    O ministro citou números para rebater a percepção de alta generalizada nos preços.

    De acordo com dados da ANAC mencionados por ele, mais de 70% das passagens vendidas no país em 2025 custaram abaixo de 600 reais. Além disso, teria havido queda média de 12% nos preços nos últimos três anos.

    Ainda assim, Costa Filho reconheceu que muitos brasileiros compram bilhetes de última hora, o que encarece a tarifa. “Quem planeja a viagem pode economizar até 60%”, disse, comparando o comportamento de consumo no Brasil com o dos Estados Unidos e da Europa.

    Por que a percepção econômica continua negativa?

    Apesar dos números apresentados, a sensação de encarecimento persiste entre consumidores. Questionado sobre o descompasso entre indicadores e percepção popular, o ministro admitiu falha na comunicação do governo.

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    “A gente precisa ampliar a comunicação com a sociedade brasileira”, afirmou.

    Segundo ele, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa dialogar melhor com a juventude conectada às redes sociais e mostrar resultados concretos.

    A eleição será disputa entre “verdade e mentira”?

    Ao projetar o cenário eleitoral, o ministro adotou tom combativo.

    “Essa será a eleição da verdade contra a mentira”, declarou.

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    Para ele, o governo confia que o confronto entre os indicadores atuais e o legado do governo anterior definirá o debate público.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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