Ministro pede cautela em projeto que acaba com cobrança de bagagem
Silvio Costa Filho defende diálogo no Senado sobre tema e diz que percepção negativa da economia é problema de comunicação
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, defendeu cautela na análise do projeto aprovado na Câmara que proíbe a cobrança por bagagem de mão e por mala despachada de até 23 quilos. A proposta ainda precisa passar pelo Senado e reacendeu o debate sobre custos no setor aéreo (este texto é um resumo do vídeo acima).
Para o ministro, o tema deve buscar “ponto de equilíbrio” entre proteger o passageiro e preservar a sustentabilidade das companhias aéreas.
“Não devemos penalizar o cliente nem enfraquecer as empresas”, afirmou em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal.
O fim da cobrança de bagagem pode prejudicar o setor?
Costa Filho evitou endossar integralmente o projeto, mas destacou que o debate precisa considerar a saúde financeira das empresas aéreas.
Segundo ele, o setor vive fase de expansão. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que o número de passageiros saltou de 97 milhões, em 2022, para 130 milhões nos últimos três anos — crescimento superior a 30%.
“O fortalecimento da aviação impacta diretamente o turismo, o setor de serviços e a geração de empregos”, afirmou.
As passagens aéreas estão mais baratas?
O ministro citou números para rebater a percepção de alta generalizada nos preços.
De acordo com dados da ANAC mencionados por ele, mais de 70% das passagens vendidas no país em 2025 custaram abaixo de 600 reais. Além disso, teria havido queda média de 12% nos preços nos últimos três anos.
Ainda assim, Costa Filho reconheceu que muitos brasileiros compram bilhetes de última hora, o que encarece a tarifa. “Quem planeja a viagem pode economizar até 60%”, disse, comparando o comportamento de consumo no Brasil com o dos Estados Unidos e da Europa.
Por que a percepção econômica continua negativa?
Apesar dos números apresentados, a sensação de encarecimento persiste entre consumidores. Questionado sobre o descompasso entre indicadores e percepção popular, o ministro admitiu falha na comunicação do governo.
“A gente precisa ampliar a comunicação com a sociedade brasileira”, afirmou.
Segundo ele, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa dialogar melhor com a juventude conectada às redes sociais e mostrar resultados concretos.
A eleição será disputa entre “verdade e mentira”?
Ao projetar o cenário eleitoral, o ministro adotou tom combativo.
“Essa será a eleição da verdade contra a mentira”, declarou.
Para ele, o governo confia que o confronto entre os indicadores atuais e o legado do governo anterior definirá o debate público.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





