Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Ministro de Lula diz que Carnaval ‘foi ruim para o governo’ e explica motivo

Em entrevista a VEJA, Silvio Costa Filho avalia que desfile com uso ‘eleitoreiro’ e caricatura de Bolsonaro provocaram perda de até quatro pontos nas pesquisas

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 fev 2026, 12h52 • Atualizado em 26 fev 2026, 15h07
  • O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reconheceu que o Carnaval teve impacto negativo sobre a imagem do governo federal. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, ele afirmou que o episódio foi “ruim para o governo” e contribuiu para a oscilação recente nas pesquisas de opinião.

    “Nós tivemos aí um carnaval que, de certa forma, foi ruim para o governo”, declarou o ministro. Questionado sobre os motivos, foi direto: “Foi feito do carnaval um uso eleitoreiro, aquele desfile da escola de samba misturando governo com escola de samba e a própria oposição de maneira competente instrumentalizou dizendo que tudo aquilo ali era contra a família brasileira, contra os evangélicos.”

    Na avaliação de Costa Filho, houve “um conjunto de excessos na escola de samba”, citando como exemplo “a caricatura do ex-presidente Bolsonaro”. Para ele, o episódio “gerou um ambiente muito negativo” e provocou “uma perda de três, quatro pontos por conta de uma corrente de opinião, sobretudo, que se reverberou por conta das redes sociais”.

    Apesar da admissão do desgaste, o ministro relativizou o impacto. “Pesquisa é um retrato do momento. Eleição a gente sabe como entra e não sabe como sai”, afirmou. Segundo ele, o governo ainda não colheu, nas sondagens, os efeitos de medidas econômicas adotadas nos últimos meses, como mudanças no Imposto de Renda e indicadores de emprego e renda.

    Costa Filho também classificou como correta a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na visão do ministro, ao optar pelo filho, o ex-presidente preserva o capital político do bolsonarismo, que, segundo ele, parte de um patamar próximo a 45% do eleitorado.

    Continua após a publicidade

    Ele reconheceu que a eleição tende a ser “profundamente polarizada”, com cerca de 45% ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e percentual semelhante com o candidato da direita. “Quem vai decidir essa eleição é dez, 12% do eleitorado brasileiro”, afirmou.

    Ao comentar o crescimento de Flávio nas pesquisas, o ministro avaliou que o avanço ocorreu sobretudo sobre candidaturas de centro. “Qualquer candidato de centro nessas eleições terá no máximo 5% dos votos do Brasil. Quem quer que seja”, disse, ao sustentar que não haverá espaço relevante para uma terceira via.

    Costa Filho afirmou ainda que o presidente Lula está concentrado na agenda de governo e que o enfrentamento eleitoral deve ganhar corpo a partir da consolidação das candidaturas.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).