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Milícia, rachadinha e Comando Vermelho: a artilharia pesada de aliados de Lula contra Flávio Bolsonaro

Vídeo de 30 segundos com acusações ao senador foi divulgado pelos ministros Gleisi Hoffmann e Guilherme Boulos, entre outros aliados do presidente

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2026, 16h44 • Atualizado em 13 mar 2026, 20h03
  • Ministros do governo Lula deram início ao uso da artilharia pesada de campanha desde a noite de quinta-feira, 12, contra o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após assistirem ao opositor e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro consolidar de vez sua candidatura e chegar a empatar com Lula nas pesquisas de intenção de votos mais recentes, divulgadas nesta semana.

    No mesmo momento, a ministra-chefe das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, publicaram um vídeo de trinta segundos nos perfis deles do Instagram no qual acusam o senador de estar intimamente relacionado ao mundo do crime do Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral e onde a principal e maior facção criminosa é o Comando Vermelho (CV).

    “Você vai ver as conexões de Flávio Bolsonaro com o submundo do crime do Rio de Janeiro (…). O filho Zero Um de Bolsonaro vive cercado de escândalos e maracutaia: homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega e empregou a família dele no gabinete; é suspeito de esquema de rachadinha dos salários dos funcionários; e já apareceu em diversas reportagens, ligando seu nome à milícia do Rio. Rachadinha, lavagem de dinheiro, crime organizado, milícias. Quando juntamos todas essas peças, aparece uma teia de relações que não pode ser ignorada”, diz a narração do vídeo.

    O material — que também foi compartilhado por outros aliados de Lula, como o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder do partido na Câmara, e pela página oficial dos petistas na casa baixa legislativa — ainda faz referências diretas à Operação Unha e Carne da Polícia Federal e diz que amigos de Flávio são investigados nessa ação.

    Em nota para VEJA, o senador Flávio Bolsonaro disse que as acusações são mentirosas. “O PT mente. Essa é mais uma fake news para tentar salvar Lula e todos aqueles que estão consumindo o estado por dentro. A única coisa que o nome Flávio Bolsonaro representa para qualquer facção ou grupo criminoso é algoz. Esses falsos vínculos foram fabricados pelo PT e tentam enfraquecer os nossos esforços para combater o crime, classificar as facções como terroristas e conseguir apoio internacional para desarticular esses grupos. Quem é unha e carne de facção é o Lula, que recebe a dama do tráfico com pompas e faz lobby nos Estados Unidos para proteger esses grupos”, declarou o parlamentar.

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    Reportagem desta semana de VEJA  mostra que os ataques da famosa “máquina do PT de moer candidatos” deve entrar em ação, e a todo vapor, em breve, como forma de tentar reverter os quadros de empate pintados pelas últimas pesquisas. A ideia nos bastidores petistas é não queimar a largada, para não inviabilizar a candidatura de Flávio, abrindo chance para que seja substituído pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tido pelos petistas como mais difícil de derrotar nas eleições.

    Do outro lado, Flávio e parlamentares bolsonaristas já vêm tentando fixar a ideia, a partir de publicações nas redes sociais, de que o governo Lula está envolvido em casos de corrupção e é o responsável pelos escândalos mais recentes.

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