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Mesmo sem aval da Câmara, Prefeitura do Rio lança guarda municipal armada

Divisão terá foco em roubos e furtos; projeto enfrenta resistência na base aliada

Por Anita Prado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jun 2025, 10h15 • Atualizado em 6 jun 2025, 15h22
  • A Prefeitura do Rio divulgou nesta quinta-feira, 6, os detalhes da criação da Divisão de Elite da Guarda Municipal, que atuará armada no patrulhamento ostensivo e preventivo da cidade. O lançamento foi feito antes da aprovação final do projeto na Câmara de Vereadores, que ainda não votou a proposta em segundo turno.

    O grupo será comandado pelo delegado da Polícia Civil Brenno Carnevale, atual secretário de Ordem Pública. A previsão é que os primeiros agentes armados comecem a atuar nas ruas em fevereiro de 2026. Foram abertas 600 vagas para guardas efetivos da corporação, com seleção já em andamento.

    Segundo o prefeito Eduardo Paes, não há infração legal no início do processo, já que a criação de grupamentos especiais da Guarda pode ser feita por decreto — como ocorreu com outras divisões. O ponto que depende de aprovação legislativa, segundo ele, é a possibilidade de contratar agentes temporários, mecanismo incluído no projeto em debate na Câmara. A proposta de temporários é alvo de críticas de especialistas em segurança pública, que alertam para os riscos de instabilidade e baixa qualificação em uma tropa armada.

    Apesar de contar com maioria na Câmara, Paes enfrenta oposição ao projeto por parte de dois vereadores do PT: Maíra do MST e Leonel de Esquerda. O prefeito cobrou a votação imediata e acusou setores do Legislativo de travarem a proposta para manter privilégios. “Tem gente gritando porque quer requisitar guarda para gabinete”, afirmou.

    Entenda os principais pontos divulgados pela prefeitura: 

    Agentes armados atuarão exclusivamente em áreas com altos índices de furto e roubo: como o Centro, a Lapa e a Zona Norte. A tropa não fará operações em favelas, nem enfrentará milícias ou narcotráfico.

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    Treinamento com a Polícia Rodoviária Federal, com duração de seis meses: os agentes terão dedicação exclusiva, salários mais altos e uso obrigatório de câmera corporal e GPS. O convênio ainda está em tratativas.

    Proibição de requisição política: será vedado o uso de agentes como seguranças de autoridades.

    Base em dados e metas públicas: cada patrulhamento seguirá ordens de serviço com rotas e objetivos definidos a partir de mapas criminais.

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