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Mendonça contrariou a PGR ao decretar a prisão de Daniel Vorcaro

Banqueiro voltou para atrás das grades em operação da PF nesta quarta-feira, 4

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 mar 2026, 09h40 • Atualizado em 4 mar 2026, 15h40
  • O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariou a Procuradoria Geral da República ao decretar, nesta quarta-feira, 4, a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. De acordo com trechos da decisão que autorizou a operação da Polícia Federal, o órgão disse que não havia “perigo iminente, imediato” que justificasse uma manifestação urgente.

    A PGR pediu mais prazo para analisar o pedido de prisão e Mendonça negou. “Sobre a petição da Procuradoria-Geral da República, antecipo, desde logo, que indefiro o pedido de dilação, remetendo a exposição dos motivos para tanto ao item decisório destinado à análise meritória dos pedidos formulados”, disse Mendonça em um trecho da decisão. Mais adiante, o ministro argumentou que “os elementos colhidos nas fases já deflagradas da Operação Compliance Zero demonstram, em cognição sumária própria deste estágio processual, indícios consistentes da prática de diversos crimes”.

    Trechos do relatório da PGR que constam na decisão mostram que o órgão pretendia analisar a representação da PF depois que outras provas fossem produzidas. “Não se entrevê no pedido, nem no encaminhamento dos autos à Procuradoria-Geral da República, a indicação de perigo iminente, imediato, que induza a extraordinária necessidade de tão rápida e necessariamente sucinta análise do pleito”, argumentou o órgão.

    A PGR também afirmou que preferia que “as providências aguardassem a manifestação do titular da ação penal a ser enviada no mais breve tempo possível” e que “antes dessa análise, a Procuradoria-Geral da República não pode ser favorável aos pedidos cautelares, não podendo aboná-los”.

    Vorcaro foi preso novamente nesta quarta em uma nova fase da Operação Compliance Zero. Além da fraude no Banco Master, o banqueiro também é investigado por fraude no curso do processo e por coagir testemunhas dos ilícitos que ele praticou. Há trechos da decisão de Mendonça que mostram que Vorcaro monitorou adversários e planejou agredir jornalistas.

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