Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Maioria rejeita algumas bandeiras bolsonaristas para a área de segurança

Ideias do ex-presidente, de seu filho mais velho e do governador de Goiás enfrentam resistência popular

Por Daniel Pereira 15 nov 2025, 11h54 •
  • Considerada pelos eleitores a pauta mais urgente do país, a segurança pública voltou ao centro do debate político após a operação da polícia do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que resultou na morte de 121 pessoas.

    Apoiada pela maioria da população do Rio, a ação rendeu dividendos políticos para o governador fluminense, Cláudio Castro, e freou a recuperação de popularidade de Lula, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quarta-feira, 12.

    Segundo o levantamento, a desaprovação ao governo federal, que vinha caindo desde maio, subiu um ponto percentual entre outubro e novembro e atingiu 50%. Já a aprovação baixou na mesma proporção, de 48% para 47%.

    Já Castro, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi apontado como o governador de direita com o melhor desempenho na segurança pública, superando outros seis nomes, inclusive os presidenciáveis Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais).

    Fragilidade petista

    Lula, assessores presidenciais e líderes aliados reconhecem que a segurança pública representa uma debilidade do governo e pode atrapalhar o projeto de reeleição do presidente. Há o entendimento de que a pauta beneficia a oposição.

    Continua após a publicidade

    A Genial/Quaest mostra, no entanto, que algumas das principais bandeiras dos rivais de Lula não contam com o apoio da maioria da população. Defendida com entusiasmo por Bolsonaro, a estratégia de facilitar a compra e o acesso a armas de fogo é rechaçada por 70% e apoiada por apenas 26%.

    Repetida por Caiado, a ideia de permitir que cada estado tenha uma legislação própria sobre segurança pública é avalizada por 46%, mas enfrenta a oposição de 48%. Por sinal, a maioria, 52%, é a favor da transferência da responsabilidade pela segurança, hoje a cargo das unidades da federação, para o governo federal.

    Apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro, a proposta de pedir ajuda aos Estados Unidos para combater o tráfico no Rio é refutada por 50% e chancelada por 45%. Mesmo a realização de operações policiais nos moldes da deflagrada contra o Comando Vermelho desperta desconfiança.

    Continua após a publicidade

    Do total de entrevistados pela Genial/Quaest, 67% aprovaram a ação no Rio e 25% desaprovaram. Mas, quando perguntados se gostariam que uma operação semelhante fosse realizada em seus estados, os entrevistados responderam majoritariamente “não” (55%), enquanto 42% disseram “sim”.

    Entre os eleitores considerados independentes, disputados a ferro e fogo por Lula e Bolsonaro, o percentual dos que não querem uma ofensiva policial semelhante em seus estados atingiu 58%. O debate sobre segurança pública não é tão cartesiano como sugere a polarização política.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).