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Maia articula para votar adiamento das eleições

Encontros neste sábado e domingo visam a diminuir resistência do centrão

Por Nonato Viegas - Atualizado em 27 Jun 2020, 15h54 - Publicado em 27 Jun 2020, 15h24

O presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), trabalha neste fim de semana em séries de encontros em Brasília para convencer líderes do centrão a pôr em votação na próxima terça-feira, 30, a proposta de emenda à Constituição que permite adiar as eleições de outubro para novembro.

São duas as linhas de argumentação: a primeira sinaliza para a possibilidade de recompor o Fundo de Participação dos Estados e Municípios na ordem de 5 bilhões de reais; e a segunda está no fato de que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai alterar a data caso o Congresso não o faça.

Segundo um dos líderes que participam das articulações, as conversas caminham para um acordo. Para ele, a recomposição do fundo é necessária, assim como o adiamento das eleições. “Estamos conseguindo sensibilizar as lideranças aos poucos”, diz.

A dificuldade para se aprovar a PEC, que já passou pelo Senado, ocorre porque prefeitos e vereadores que buscam a reeleição pressionam os deputados, alegando que, caso o calendário o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja alterado, os adversários teriam mais tempo para fazer campanha contrária, prejudicando os políticos que estão nos cargos.

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As bancadas mais sensíveis são as das legendas de centro, principalmente as do MDB, PP, PL, DEM, Republicanos e PSL. Somadas, as legendas têm 216 deputados de 513. Para a aprovação de uma PEC, são necessários 308 votos em dois turnos.

A expectativa é que ao colocar os 5 bilhões a disposição dos governadores e prefeito a resistência na Câmara fique menor. As conversas na residência oficial da presidência da Câmara vão permanecer ao longo deste sábado e de domingo, 28.

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