Lindbergh diz que Motta pautou dosimetria para atender Flávio e caciques
Líder do PT na Câmara classificou como 'escândalo' decisão do presidente da Câmara
Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) criticou a decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar para esta terça-feira a votação do PL da Dosimetria, projeto que pode reduzir as penas dos condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O petista acusou o paraibano de pautar o projeto para atender aos interesses do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que anunciou na última sexta-feira sua pré-candidatura ao Planalto em 2026 e afirmou que pode desistir da corrida presidencial “por um preço”. O preço, segundo o filho do ex-presidente, seria ter o pai “livre, nas urnas”.
“No domingo, Flávio Bolsonaro anuncia que pode desistir de uma candidatura, mas tem um preço. Ao nosso ver parece que esse preço começou a ser pago. E eu estou aqui para afirmar porque tenho informações de que a decisão de pautar esse projeto da decisão de penas foi tomada no dia de ontem numa reunião que envolveu Flávio Bolsonaro, o presidente do PP Ciro Nogueira, e o presidente do União Brasil, o Rueda. Só nós não sabíamos”, declarou o líder petista.
Logo após decidir pautar o projeto para esta terça, Motta afirmou, no entanto, que a decisão foi sua e que não levou em consideração a pressão de partidos interessados no avanço do tema.
“Para mim é um escândalo, para nós do PT. Um escândalo, um grave atentado ao estado democrático de Direito. O Parlamento está se abraçando aos golpistas, querendo interferir em um julgamento independente do STF. Mais do que isso, usando questões internas da escolha do candidato à Presidência da República para pautar um tema dessa importância”, completou Lidbergh.
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