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Líder do PT na Câmara pede a Moraes ‘ampliação das investigações’ contra Bolsonaro

Em comunicado, Lindbergh Farias afirmou que requisitou ao ministro perícia de imagens do condomínio em que o ex-presidente cumpria prisão domiciliar

Por Pedro Pupulim Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 nov 2025, 18h12 • Atualizado em 23 nov 2025, 19h06
  • Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ) acionou neste domingo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pedindo a “ampliação das investigações” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro relativas à tentativa do ex-mandatário de violar sua tornozeleira eletrônica, entre a noite desta sexta e sábado, na residência em que cumpria prisão domiciliar, em Brasília.

    No documento, o deputado solicita perícia imediata, imagens do condomínio e identificação de todos que estiveram na casa nas 72h anteriores ao ocorrido.

    Além disso, o petista requisitou que seja apurada a origem do ferro de solda utilizado por Bolsonaro para tentar violar o equipamento, alegando que o instrumento é muito “específico” e que sua presença não pode ser “naturalizada”.

    “Há necessidade urgente de apuração: se o objeto já estava na residência; se foi levado por alguém nos dias anteriores; se
    ingressou no condomínio por meio de visitante, assessor, aliado político ou familiar; ou se foi entregue clandestinamente para facilitar fuga”, diz trecho da representação.

    No mesmo comunicado, o petista informou que também pediu uma apuração sobre a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente à residência na véspera da prisão do ex-presidente.

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    “A mobilização não tinha nada de religiosa: era massa de manobra criada para dificultar a ação policial caso a violação da tornozeleira fosse bem-sucedida”, declarou Lindbergh.

    Jair Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado por determinação de Moraes. A PF informou que detectou uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica do ex-presidente.

    Neste domingo, Bolsonaro passou por uma audiência de custódia na superintendência da PF, na capital federal, quando confessou ter tentado violar o equipamento com um ferro de solda. Ao fim do procedimento, a juíza auxiliar de Moraes, Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, decidiu manter a prisão do ex-mandatário.

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    Na segunda-feira, 24, a Primeira Turma do Supremo irá julgar a prisão preventiva do ex-presidente.

    Veja abaixo, na íntegra, a representação enviada pelo deputado federal Lindbergh Farias ao ministro Alexandre de Moraes, do STF:

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