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Justiça Federal autoriza indígenas do Xingu a explorar turismo sem tutela do governo

Etnias do Mato Grosso ganham direito de promover atividades econômicas em suas terras sem a anuência da Funai

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 nov 2025, 11h38 •
  • Os indígenas do Xingu, no Mato Grosso, conquistaram na Justiça Federal o direito de explorar o turismo em suas terras sem que para isso precisem de autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai).

    A decisão beneficia os indígenas das etnias Kuikuro, Kalapalo, Kamaiurá, Kaiabi, Tixicão, Waurá e Yawalapiti — a partir de agora livres, por exemplo, para receber os turistas que todos os anos procuram as aldeias para praticar pesca esportiva, acompanhar rituais de dança e palestras de caciques sobre as tradições dos povos.

    A sentença determina que, a partir de agora, a Funai se abstenha de exigir a carta de anuência ou qualquer documento equivalente, “bem como de praticar atos que impeçam ou dificultem a execução de projetos de turismo comunitário organizados pelas próprias comunidades indígenas do Parque Indígena do Xingu”.

    Juiz vê ‘constrangimento ilegal que deve ser afastado’

    A justiça considerou que a tutela da Funai para dificultar o turismo por meio de expedição de carta de anuência fere o direito dos indígenas. “Com efeito, a manutenção das exigências da Funai inviabiliza a geração de renda e o desenvolvimento social promovido pelas próprias comunidades, configurando constrangimento ilegal que deve ser imediatamente afastado”, escreveu o juiz Cesar Augusto Bearsi.

    O advogado que defendeu os indígenas, Ubiratan Maia, que é da etnia Wapichana, de Roraima, diz que os índios vinham tentando há muito tempo desenvolver atividades na área do turismo com mais liberdade, mas enfrentavam resistência do governo federal e de entidades privadas supostamente sem fins lucrativos.

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    “A Funai e muitas ONGs estão impedindo os índios de desenvolverem atividades econômicas em suas próprias terras”, ressaltou Ubiratan.

    O advogado afirmou que os índios pretendem enfrentar outras barreiras burocráticas para desenvolver seus próprios negócios. “Os indígenas querem estender a autorização para o plantio de grãos, criação de gado e exploração de minérios”, informa  Ubitaran.

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