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Justiça está de olho em casos de assédio eleitoral

Empresa de implementos agrícolas do Rio Grande do Sul prevê demissões e cortes em caso de vitória de Lula nas eleições presidenciais

Por Leonardo Caldas
16 out 2022, 10h07

A Justiça eleitoral está preocupada com o aumento de casos de  assédio eleitoral registrados na reta final da campanha. Nessa semana, por exemplo, o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS) ajuizou uma ação civil pública contra a  Stara Indústria de Implementos Agrícolas pela prática de assédio e coação em benefício do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição. A empresa encaminhou uma carta aos fornecedores.  No texto, o diretor Fábio Augusto Bocasanta afirma que  “deverá reduzir sua base orçamentária para o próximo ano em pelo menos 30%”.  Isso aconteceria, segundo ele, na hipótese de o ex-presidente Lula ser eleito eleito.

Também circulou nas redes sociais  um vídeo em que um executivo da empresa fala sobre as consequências de uma eventual eleição do petista. A primeira, segundo ele, é que o Brasil se transformaria num lugar muito parecido com a Venezuela. Na gravação, ele sugere que, dependendo do resultado das urnas, poderá haver demissões: “Eu não estou falando isso e a gente não fala isso como empresário para ameaçar ninguém. Ao longo desses 20 anos, nunca deletei um posto de emprego nas empresas que eu tenho. Então para a gente não passar por isso e não ter diminuição e subtração, vocês pensem muito nisso, no futuro e na oportunidade que vocês têm e no direito que vocês têm de escolher”, diz Marcelo Dominici, sugerindo que os votos dos empregados fossem direcionados a Jair Bolsonaro.

O MPT-RS disse que a ação tem o objetivo de “assegurar a liberdade de orientação política e voto aos trabalhadores, resguardando o direito de exercício e cidadania plena”. O órgão recomendou a aplicação de uma multa de 10 milhões de reais à empresa. O diretor-presidente da Stara, Gilson Trennepohl é vice-prefeito do um município onde funciona a sede da companhia e foi o segundo maior doador da campanha do presidente Bolsonaro, com a contribuição de 350 mil reais.

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já anunciou que fará nos próximos dias uma reunião com o Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho para discutir os casos de assédio eleitoral no país. Desde o início da campanha, já são 236 registros de ocorrências em todos os estados. A região Sul é a campeã com 106 casos.

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