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Jornalista perseguido por Carla Zambelli pede R$ 2 mi em indenização por danos morais

Ação foi protocolizada pela defesa de Luan Araújo nesta terça, quatro dias depois de o STF condenar a parlamentar por maioria de votos

Por Lucas Mathias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 ago 2025, 09h35 • Atualizado em 27 ago 2025, 20h50
  • O jornalista Luan Araújo, perseguido em 2022 pela deputada federal Carla Zambelli (PL/SP) à mão armada no centro de São Paulo, pede na Justiça dois milhões de reais em indenização por danos morais. A ação foi protocolizada nesta terça-feira, 26, quatro dias depois da parlamentar ser condenada no Supremo Tribunal Federal por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, pelo mesmo episódio. 

    No pedido, a defesa de Luan Araújo descreve como Zambelli e seu segurança, Valdecir Silva de Lima Dias, teriam perseguido o jornalista e atirado contra ele, após uma discussão motivada por suas posições políticas opostas na véspera do segundo turno das eleições de 2022. A petição argumenta que a conduta violou princípios fundamentais do Direito, como a dignidade da pessoa humana, a inviolabilidade da vida e a liberdade de expressão, além de possuir um viés racial.

    Como narra a ação, naquele dia 29 de outubro, véspera do segundo turno do pleito, Luan saía de um restaurante com amigos quando indivíduos começaram a gritar “Aqui é Tarcísio” em sua direção. As provocações ocorreram porque ele vestia um boné com o símbolo do Movimento Sem Terra (MST). Em resposta, Luan gritou: “Amanhã é Lula… vocês vão perder”. Nesse momento, Carla Zambelli e seu segurança, que estavam no local, “se sentiram ofendidos com as provocações” e iniciaram uma discussão com o autor e seus amigos. 

    Para o jornalista perseguido pela parlamentar, a intenção com o pedido é “ter sensação de Justiça”. 

    “Esperei o julgamento no Supremo Tribunal Federal terminar para lutar por meus direitos na Justiça. Não é pelo dinheiro, mas por tudo o que essa situação me fez passar nos últimos três anos. Além de tudo isso, teve o processo que ela fez contra mim, que foi muito desgastante, me deixou muito mal. Faço acompanhamento psicológico, aumentei minha dosagem de remédios. Então é mais para ter uma sensação de Justiça, para que a Justiça reconheça que, com essa situação toda, ela me fez mal”, afirma Luan.

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    Na ação, a defesa de Luan pede que Zambelli e seu segurança sejam condenados ao pagamento de danos morais no valor de um milhão de reais cada, em um total de dois milhões de reais. 

    “No fim, resta a sensação de que não foi só um atentado contra uma pessoa; foi uma metáfora cruel de um país que insiste em repetir as velhas farsas da escravidão. A diferença é que, desta vez, as câmeras de celular estavam ligadas. E talvez seja isso que mais tenha incomodado: não o ato em si, mas o fato de o Brasil inteiro ter assistido à Casa Grande tombar, literalmente, no asfalto”, diz o advogado do jornalista, José Luiz de Oliveira Júnior. 

    Condenada pelo episódio no STF por 9 votos a 2, Zambelli teve sua pena fixada em 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa correspondente a 400 salários-mínimos, com devida atualização monetária. A decisão também determinou a perda do mandato parlamentar, a ser efetivada após o trânsito em julgado da condenação — ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso. 

    Considerada foragida, Zambelli está presa na Itália e aguarda uma nova decisão no processo que julga sua extradição ao Brasil. Ela compareceu nesta quarta-feira, 27, a um tribunal de Roma para uma audiência em que a Justiça italiana analisa esse caso. A defesa da parlamentar pede que ela aguarde esses trâmites em liberdade. Até o momento, contudo, ainda não há decisão.

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