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João Santana é condenado a 8 anos e 4 meses de prisão

Marqueteiro do PT foi sentenciado por recebimento de propinas de lobista do grupo Keppel Fels. Mônica Moura e mais quatro também foram condenados

Por Da redação - Atualizado em 2 fev 2017, 13h42 - Publicado em 2 fev 2017, 11h57

O juiz federal Sergio Moro condenou nesta quinta-feira o marqueteiro do PT João Santana e sua mulher, Mônica Moura, pelos crimes de lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobrás alvo da Operação Lava Jato. Os dois foram condenados a 8 anos e 4 meses de prisão cada um.

“Entre os nove crimes de lavagem, reconheço continuidade delitiva. Considerando a quantidade de crimes, elevo a pena do crime em 2/3, chegando ela a oito anos e quatro meses de reclusão e cento e oitenta dias-multa”, escreve Moro na sentença.

Foram condenados também o ex-presidente da Sete Brasil João Carlos de Medeiros Ferraz, o ex-executivo da empresa e ex-gerente da Petrobrás Eduardo Musa e o lobista  e engenheiro Zwi Skornicki. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também está entre os condenados.

João Santana e Mônica Moura foram presos na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé. Na ocasião, ele não foi encontrado porque estava no exterior, onde trabalhava na campanha à reeleição do presidente da República Dominicana, Danilo Medina.

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Em agosto do ano passado, o casal foi solto após uma decisão de Moro alegando que diante dos depoimentos prestados por eles, não havia motivo para manutenção da prisão preventiva.

Segundo a denúncia da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, os envolvidos acertaram propinas do grupo Keppel Fels em contratos de plataformas e navios-sondas da Petrobrás. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) aponta a transferência de 4,5 milhões de dólares a João Santana e Mônica Moura por crimes cometidos diretamente contra a Petrobras. Esse valor correspondia a um montante maior destinado ao PT em decorrência da participação no esquema instaurado.

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