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Jair ou Flávio Bolsonaro: quem é o adversário mais difícil para Lula, segundo Márcio França

Atual ministro do Empreendedorismo e pré-candidato ao governo paulista avalia que senador não tem a mesma força que o pai nas urnas

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 fev 2026, 09h00 • Atualizado em 14 fev 2026, 12h01
  • Pelo desenho atual dos pré-candidatos à presidência da República, as eleições deste ano para o Planalto deverão repetir a polarização entre o bolsonarismo e o lulismo. Diante da prisão de Jair Bolsonaro pelo caso do golpe de estado — a pena dele é de 27 anos –, o filho mais velho dele, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deverá representá-lo no embate contra Luiz Inácio Lula da Silva, que vai tentar seu quarto mandato. No entanto, de acordo com a avaliação do ministro do Empreendedorismo Márcio França, um dos principais articuladores da ida de Geraldo Alckmin à chapa de Lula, o embate tende a ser mais brando este ano.

    “As posições de Flávio são mais suaves que as de Jair Bolsonaro. O problema é que ele não tem experiência de Executivo e tem menos história e menos força pessoal do que o pai. Jair Bolsonaro é muito convicto do que fala, mesmo totalmente errado. Achava terrível a forma como ele falava sobre alguns temas, mas não me parecia teatro. Ele achava aquilo, dentro da confusão dele. No caso do Flávio, eu tenho um pouco de dúvida. Flávio não tem a convicção do pai e vai enfrentar um homem muito experiente”, disse França em entrevista às Páginas Amarelas de VEJA.

    Uma pesquisa divulgada pela Genial\Quaest na última quinta, 11, mostra que Lula continua liderando em todos os cenários de pesquisa contra seus potenciais adversários no segundo turno. No entanto, outro levantamento, divulgado pelo Paraná Pesquisas na última quinta, 12, mostra que em São Paulo Flávio venceria Lula: o senador teria 37,8% dos votos, contra 33,7% do petista. São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e, por isso, vencer a disputa no estado é decisivo para o resultado nacional.

    “São Paulo tem quase 25% dos eleitores. É tão relevante nas eleições que uma decisão equivocada pode custar muito mais do que o estado. Se fosse a final do Mundial de Clubes, o pênalti deveria ser batido pelo presidente do clube, porque é muita responsabilidade. A definição tem que ser do presidente da República, que é o nosso comandante. Errar em São Paulo pode ser um erro grande”, avalia França.

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