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‘Intervenção militar dos EUA no Brasil é mito’, diz especialista em Direito Internacional

Alexandre Teixeira comentou pesquisa da Quaest que mostra apoio população brasileira à operação americana que capturou Nicolás Maduro

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 13h38 • Atualizado em 15 jan 2026, 13h38
  • Em uma análise detalhada sobre a recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, o doutor em Direito Internacional Alexandre Teixeira desmistificou o temor de uma possível ação militar semelhante no Brasil, destacando que o receio da população brasileira é, na sua avaliação, infundado (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Durante entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, Teixeira afirmou que, embora o levantamento da pesquisa Quaest mostre que uma parte da população brasileira apoia a operação americana na Venezuela, com 46% de aprovação, a ideia de que o Brasil seria alvo de uma intervenção similar não é realista. “Eu não acredito que exista essa possibilidade. É um mito que está pairando na nossa sociedade. Neste momento, não vejo o Brasil como alvo de uma operação militar americana”, explicou.

    O quão previsível é a atuação de Trump na Venezuela?

    O especialista avaliou a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, como parte de uma agenda geopolítica de Donald Trump, marcada por uma postura individualista e imprevisível. “A operação foi motivada por uma combinação de fatores, sendo o combate ao narcotráfico o pano de fundo jurídico, mas é claro que há um viés econômico, especialmente com o petróleo venezuelano. No entanto, não vejo uma real ameaça de intervenção militar no Brasil neste momento”, ressaltou Teixeira.

    O entrevistado também refletiu sobre os dados da pesquisa Quaest, que apontam 58% de temor dos brasileiros em relação a uma possível ação militar dos EUA no país. Ele questionou o significado desse medo, afirmando que, embora a população brasileira tenha o direito de temer uma escalada militar, o cenário político e militar atual do Brasil não justifica essa apreensão. “Nós estamos passando por um momento delicado internamente, com as Forças Armadas enfraquecidas e sem a capacidade de dissuasão que tivemos em outras épocas. Não há razão para que o Brasil se veja como um alvo no horizonte das ambições militares dos Estados Unidos”, afirmou.

    Qual é a tendência brasileira em meio à crise na Venezuela?

    Ao comentar a postura do governo brasileiro frente à ação na Venezuela, Teixeira reiterou que a posição de neutralidade defendida pela maioria da população é a mais adequada. Ele afirmou que a diplomacia brasileira sempre se pautou por buscar soluções pacíficas para conflitos e que, embora a posição do presidente Lula de condenar a operação fosse esperada, a tendência é de que o Brasil continue adotando uma postura de não-interferência nas crises regionais.

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    “É a tradição do Brasil: não se envolver em crises externas que não dizem respeito diretamente ao país. Não devemos tomar partido, como mostra claramente a opinião da sociedade brasileira”, concluiu Teixeira, reiterando que a neutralidade do Brasil é a melhor forma de preservar sua soberania e estabilidade.

    Qual é o futuro da Venezuela sob Trump?

    No âmbito da Venezuela, Teixeira previu que o país poderá passar por um processo gradual de estabilização, com a permanência do regime de Maduro enfraquecida após sua captura, mas ainda com importantes questões políticas e econômicas a serem resolvidas. Para ele, a colaboração com o governo interino de Delcy Rodríguez, alinhada aos interesses dos Estados Unidos, pode trazer algum tipo de solução para a crise, embora a situação da democracia e dos direitos humanos na Venezuela ainda permaneça delicada.

    Em sua análise, o especialista também abordou as tensões regionais, destacando a aproximação entre Trump e o presidente colombiano, Gustavo Petro, como uma demonstração de que a diplomacia, apesar das retóricas fortes, sempre busca uma saída negociada. “A postura mais agressiva de Trump é comum, mas no fim, ele sempre recorre à negociação. Isso deve acontecer também com a Colômbia”, afirmou.

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    Teixeira finalizou comentando o cenário global de competição geopolítica, com os Estados Unidos, a Rússia e a China se posicionando como grandes potências em disputa por áreas de influência. O especialista alertou para os riscos de uma escalada militar em qualquer uma dessas frentes, mas reforçou que, no caso da Venezuela e do Brasil, a diplomacia deve prevalecer.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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