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Ala do PSOL diz que foi informada por Boulos de que ele deixará o partido e vai ao PT

Ministro não nega oficialmente a situação e afirma que está "discutindo internamente seus rumos políticos"

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 mar 2026, 15h01 • Atualizado em 21 mar 2026, 11h33
  • O grupo que se formou a partir de um racha da ala de Guilherme Boulos no PSOL publicou uma carta nas redes sociais nesta sexta-feira, 20, na qual afirma que o partido foi comunicado pelo ministro de que ele se defiliará e seguirá para o Partido dos Trabalhadores (PT). A situação surge após Boulos e sua corrente política interna, a chamada Revolução Solidária (RS), terem sido derrotados recentemente na tentativa de levar todo o PSOL a entrar em uma federação partidária com o PT.

    O novo grupo, intitulado Operativo Nacional da Dissidência da Revolução Solidária (ONDRS), afirma que, na noite da quinta-feira, 19, Boulos teria comunicado à RS a sua decisão, mas que tem informações de que tudo já teria sido acertado desde dezembro do ano passado, incluindo, até mesmo condições para a mulher do ministro, Natália Boulos, disputar a eleição de outubro no PT.

    “O bicho já tinha cauda de jacaré, couro de jacaré e cabeça de jacaré. Ontem, o jacaré foi apresentado à Coordenação Nacional da RS”, diz um trecho da carta. Na noite de quinta, Boulos participou do evento de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT-SP) ao governo de São Paulo, ao lado de diversas lideranças do PT, inclusive o presidente estadual, o deputado Kiko Celeguim (PT-SP).

    O temor pela saída de Boulos da legenda se dá pela sua forte influência e possibilidade de levar consigo centenas de militantes e até alguns parlamentares, como a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que faz parte do grupo do ministro.

    Em nota, Guilherme Boulos não nega oficialmente o conteúdo divulgado pela carta, mas afirma que ele e seu grupo estão “discutindo internamente seus rumos políticos”. “Lamentamos que uma parte do PSOL tenha decidido se apequenar ao divulgar uma carta apócrifa, o que revela oportunismo e desespero”, finaliza o texto.

    Leia a carta do ONDRS na íntegra:

    Nunca foi sobre federação
    Nota aos militantes da Revolução Solidária e do PSOL sobre a saída de Boulos e do núcleo dirigente para o PT

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    Ontem de noite, finalmente, a Coordenação Nacional da Revolução Solidaria foi informada da decisão de Guilherme Boulos, do MTST e portanto do nucleo dirigente da RS de sair do PSOL para o PT.

    Boulos decidiu, em algum momento entre final de novembro e início de dezembro, que deveria ir para o PT. Ainda em dezembro, já negociou condições para a Natália Boulos disputar a eleição no PT. Esses detalhes foram negociados com Kiko Celeguin presidente do PT-SP em reunião na Praia Grande no final de dezembro.

    Mas pegava muito mal sair assim, a seco. Era necessário construir uma narrativa. Tanto para ter uma explicação pública, quanto para arrastar o conjunto ou a maior parte da Revolução Solidária.

    A proposta de Federação com o PT foi encomendada com esse objetivo. Criar uma polêmica, transforma-la em crise, perder no Diretório Nacional do PSOL e, com base nisso, sair.

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    Essa não é uma operação simples porque envolve centenas de militantes e diversos parlamentares que não vêm do MTST e têm sua base social e militante referênciada no Psol.

    Boulos deixou o projeto de construir base social em um projeto à esquerda através do PSOL para tentar por dentro do PT ser o escolhido por
    Lula.

    Para isso provocou esta crise, que não interessa ao PSOL, não interessa ao PT, não interessa a Lula, não serve a Erika Hilton, que se sair do PSOL perde de ofício a presidência da Comissão da Mulher, além de perder parte do seu eleitorado que a apoia dentro do espaço político do PSOL.

    Boulos vai para o mais perto de Lula possível. E não é para a vaga do Catalão, conhecido garçon do Palácio da Alvorada, é para a CNB, corrente de Lula, Gleisi, mas também de Quaquá, dos Tatto e outros.

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    A militância da RS foi tratada como gado, sabendo mais pela imprensa e pelas redes sociais do que por canais internos. As informações circulavam por camadas conforme o grau de confiança em conversas bilaterais.

    Agora, parlamentares e pré candidatos são pressionados a ir para o PT. Promete- se mundos e, principalmente, fundos. Os fundos para as campanhas, os mundos para os não eleitos na forma de cargos no possível futuro governo Lula.

    É nesses termos que se dá a disputa.

    Desde dezembro que o bicho já tinha cauda de jacaré, couro de jacaré e cabeça de jacaré. Ontem, o jacaré foi apresentado à Coordenação Nacional da RS.

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    Apelamos aos militantes do PSOL ainda na Revolução Solidária a romperem com a corrente, ficarem no PSOL e se reorganizarem para enfrentar esta crise e se somarem a todos que no PSOL que lutam para reafirmar o nosso projeto de partido e para reeleger Lula.

    20 de março de 2026
    Operativo Nacional da Dissidência da Revolução Solidária

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