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Governo nomeia general para presidência interina da Funai

Antecessor no cargo, o pastor Toninho Costa acusou 'ingerências políticas' da bancada ruralista ao ser exonerado na última sexta-feira

Por Da Redação Atualizado em 9 Maio 2017, 10h35 - Publicado em 9 Maio 2017, 09h20

Depois de demitir o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), na semana passada, o governo federal definiu novas mudanças no órgão. A Funai é vinculada ao Ministério da Justiça, comandado pelo ministro Osmar Serraglio (PMDB).

As decisões foram publicadas na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União. Para o lugar do ex-presidente Antônio Fernandes Toninho Costa, exonerado na sexta-feira, foi nomeado interinamente o general da reserva Franklimberg Ribeiro de Freitas. Ele já atuava na instituição, como diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável. O governo também dispensou Janice Queiroz de Oliveira da chefia da Diretoria de Administração e Gestão, substituindo-a por Francisco José Nunes Ferreira.

Em uma declaração à imprensa na sexta-feira, o pastor Toninho Costa, como é conhecido o ex-presidente da Funai, atribuiu sua demissão após três meses de trabalho a “ingerências políticas” da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nome formal da chamada bancada ruralista, parlamentares ligados aos grandes produtores agrícolas. A FPA, que já se desentendeu com grupos indígenas por questões relativas às reservas indígenas, tinha entre seus membros Osmar Serraglio, quando este exercia mandato de deputado federal.

  • Na avaliação de Costa, há uma “incompetência do governo, que abandonou a Funai e as causas indígenas”. O ministro da Justiça reagiu e, por meio de nota, disse que “dada a extrema importância que o governo dá à questão indígena”, a Funai precisa de uma “atuação mais ágil e eficiente, o que não vinha acontecendo”.

    (Com Estadão Conteúdo)

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