Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Governo Castro pede a Moraes para protocolar laudos da operação do Rio em sigilo

Pedido apresentado à Corte afirma que, além do volume dos documentos, eles contêm dados sensíveis sobre os 121 mortos

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 nov 2025, 15h40 •
  • O governo de Claudio Castro pediu nesta sexta-feira, 14, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar em sigilo os laudos necroscópicos dos 121 mortos na megaoperação feita nos complexos da Penha e do Alemão no dia 28 de outubro, na capital fluminense. O pedido, feito no processo da ADPF das Favelas, argumenta que os arquivos têm um grande volume (por conta das imagens) e dados sensíveis.

    “Os relatórios de inteligência a serem anexados incluem endereços e fotografias de indivíduos, adultos e adolescentes, inclusive em situações que indicam prática criminosa, podendo ainda revelar métodos e procedimentos de inteligência e investigação. Por essa razão, tais informações exigem tratamento rigoroso e medidas adequadas de proteção”, diz trecho do documento.

    Logo depois da operação, o ministro Alexandre de Moraes, que assumiu a relatoria desse processo por conta da ida de Edson Fachin à presidência do STF, atendeu a uma solicitação do Ministério Público e da Defensoria e exigiu que o governo do Rio de Janeiro explicasse a megaoperação do dia 28. Isso porque, segundo o que ficou estabelecido na ADPF das Favelas, o estado deveria se comprometer com um plano de redução da letalidade policial.

    Além de explicar a logística e o planejamento da operação, Moraes também determinou que o governo de Claudio Castro apresentasse os mandados de prisão e os nomes das pessoas que estavam sendo procuradas pelos 2.500 policiais que entraram nos complexos, além das imagens das câmeras corporais e os laudos necroscópicos de cada um dos mortos. O prazo venceria na última quarta, 12, mas o Rio conseguiu esticá-lo até a próxima segunda.

    Nesta sexta, o governo do Rio enviou os documentos com os nomes dos investigados e as ações penais ligadas a eles. Em relação aos laudos necroscópicos, pediu primeiro para que a Corte estabelecesse um “ponto focal” para entrega deles, mediante o uso de uma VPN (conexão de internet privada), que, de acordo com o pedido, “permitirá, ainda, o devido registro de todos os acessos realizados, garantindo a rastreabilidade e preservando, na maior extensão possível, o sigilo indispensável às informações”.

    Caso essa primeira solicitação não seja aceita, o governo de Castro pediu que o protocolo dos laudos possa ser feito em um outro processo, com nível mais elevado de segredo de Justiça. Caberá ao relator, Alexandre de Moraes, decidir sobre o requerimento.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).