Governador do Acre é alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal
Gladson Cameli (PP) confirmou que teve celular e dinheiro apreendidos pelos agentes; mandado foi cumprido nas primeiras horas desta quinta-feira, 5
O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), foi alvo de uma operação da Polícia Federal que, nas primeiras horas desta quinta-feira, 5, foi à sua residência cumprir um mandado de busca e apreensão. Os agentes apreenderam celulares, computadores e dinheiro vivo na casa do governador.
De acordo com informações da imprensa local, o mandado cumprido nesta quinta estaria relacionado a desdobramentos da Operação Ptolomeu, que investiga, desde 2021, atos de corrupção e lavagem de dinheiro na cúpula do governo do Acre. Cameli é um dos investigados no caso. Ele não chegou a ser indiciado e nem denunciado criminalmente.
O próprio Cameli confirmou o cumprimento do mandado em sua residência nesta manhã nas suas redes sociais. Ele disse que os policiais estariam atrás de informações sobre a concessão de uma licença para pilotar aviões em uma escola de aviação da qual o governador foi aluno.
“Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, atendi, em minha residência, representantes da Polícia Federal, que buscavam informações a respeito de uma denúncia sobre processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde fui aluno”, disse Cameli nas suas redes sociais.
Ele disse que franqueou acesso à sua residência e que forneceu aos policiais as senhas dos dispositivos eletrônicos. Cameli não divulgou o valor apreendido, mas disse que era dinheiro de origem “privada”. “Com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas. Os policiais recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro, de origem privada, que mantinha como reserva financeira e cuja comprovação será apresentada às autoridades”, disse em outro trecho da publicação.
As investigações mais robustas contra Cameli estão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ele é réu pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. Dias antes do Natal, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou parte das investigações feitas pela Polícia Federal no caso.





