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Governador do Acre é alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal

Gladson Cameli (PP) confirmou que teve celular e dinheiro apreendidos pelos agentes; mandado foi cumprido nas primeiras horas desta quinta-feira, 5

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 fev 2026, 17h06 • Atualizado em 5 fev 2026, 17h34
  • O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), foi alvo de uma operação da Polícia Federal que, nas primeiras horas desta quinta-feira, 5, foi à sua residência cumprir um mandado de busca e apreensão. Os agentes apreenderam celulares, computadores e dinheiro vivo na casa do governador.

    De acordo com informações da imprensa local, o mandado cumprido nesta quinta estaria relacionado a desdobramentos da Operação Ptolomeu, que investiga, desde 2021, atos de corrupção e lavagem de dinheiro na cúpula do governo do Acre. Cameli é um dos investigados no caso. Ele não chegou a ser indiciado e nem denunciado criminalmente.

    O próprio Cameli confirmou o cumprimento do mandado em sua residência nesta manhã nas suas redes sociais. Ele disse que os policiais estariam atrás de informações sobre a concessão de uma licença para pilotar aviões em uma escola de aviação da qual o governador foi aluno.

    Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, atendi, em minha residência, representantes da Polícia Federal, que buscavam informações a respeito de uma denúncia sobre processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde fui aluno”, disse Cameli nas suas redes sociais. 

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    Ele disse que franqueou acesso à sua residência e que forneceu aos policiais as senhas dos dispositivos eletrônicos. Cameli não divulgou o valor apreendido, mas disse que era dinheiro de origem “privada”. “Com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas. Os policiais recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro, de origem privada, que mantinha como reserva financeira e cuja comprovação será apresentada às autoridades”, disse em outro trecho da publicação. 

    As investigações mais robustas contra Cameli estão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ele é réu pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. Dias antes do Natal, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou parte das investigações feitas pela Polícia Federal no caso.

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