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Gilmar Mendes: ‘bandidos’ tentam desmoralizar STF

Ministro do STF sobe o tom e diz que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava envolvido na divulgação de "mentiras"

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse nesta terça-feira que é vítima de uma tentativa de desmoralização do tribunal por causa do julgamento do mensalão. Por várias vezes repetiu: “Isso é coisa de bandido”, declarou, referindo-se a informações que, segundo ele, estão sendo “plantadas” para prejudicá-lo. O ministro negou que tenha voado em um avião de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Não viajei em jatinho coisa nenhuma. Até trouxe para vocês (documentos) para encerrar esse negócio. Vamos parar com fofoca. A gente está lidando com gângsters. Bandidos que ficam plantando essas informações”, afirmou o ministro a um grupo de jornalistas.

Mendes afirmou que por duas vezes viajou em aeronaves cedidas pelo senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). As duas viagens, segundo ele, foram de Brasília para Goiânia e realizadas em aviões de empresas de táxi aéreo. O magistrado disse que soube, ainda, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava envolvido na divulgação dessas “mentiras”. “As notícias que me chegaram era que sim. De que ele era a central de divulgação disso”, disse. As declarações foram dadas nesta terça, no momento que Mendes chegava à sala onde são realizadas sessões de julgamento do STF. Parte do áudio foi divulgada pelo Jornal Nacional da TV Globo.

Para o ministro, há uma tentativa de coagir o Supremo. “O objetivo era melar o julgamento do mensalão. Dizer que o Judiciário está envolvido em uma rede de corrupção”.

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Na edição desta semana, VEJA mostrou como o ex-presidente tem se lançado em uma ofensiva sobre o STF para protelar o julgamento do mensalão. Lula encontrou Gilmar Mendes no dia 26 de abril no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Em troca da lealdade do integrante do Supremo, Lula ofereceu uma blindagem na CPI do Cachoeira – na leitura do ex-presidente, Mendes poderia se tornar alvo da investigação por ter se encontrado com Demóstenes Torres em Berlim. Lula também planejava ter conversas semelhantes com outros ministros. Ou fazer chegar a eles suas intenções.

(Com Agência Estado)