Flávio ultrapassa Lula e tem chances de vencer 2º turno no Amapá, diz pesquisa
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas desta quarta, 18, mostra que senador venceria petista, que viu sua desaprovação aumentar no estado
Um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta quarta-feira, 18, mostrou que, no estado do Amapá, se as eleições presidenciais fossem hoje, o senador e filho do ex-presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iria com folga para o segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois devem se enfrentar nas urnas em outubro e devem repetir o tom polarizado que ditou as últimas eleições.
A pesquisa ouviu 1 220 moradores do Amapá entre os dias 12 e 15 de março. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos. No primeiro cenário estimulado, Flávio teria 41,5% das intenções de voto, contra 35,1% de Lula — desconsiderando a margem de erro, a diferença entre os dois é de 6,4%. Os dois estariam automaticamente no segundo turno. Nessa perspectiva, em terceiro lugar aparece o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 4,2%; em quarto, Renan Santos (Missão), com 2,3% e, em quinto, Romeu Zema (Novo), com 1,3%.
Além disso, o levantamento também simulou como seria um segundo turno entre Flávio e Lula no Amapá. De acordo com a pesquisa, o petista não conseguiria ir para seu quarto mandato. Ele aparece com 40,6% das intenções de voto, contra 47,5% de Flávio. Novamente desconsiderando a margem de erro, a diferença entre os dois fica ainda maior do que em um eventual primeiro turno, mostrando que os votos dos outros candidatos seriam transferidos, em sua maioria, para o senador.
Uma das explicações para este cenário é a alta desaprovação do presidente Lula no Amapá. A pesquisa mostra que 54,2% dos entrevistados desaprovam o governo petista, enquanto 42,1% classificam-no como “ruim” ou “péssimo”. Em comparação com junho do ano passado, quando o Paraná Pesquisas fez um levantamento sobre os mesmos critérios no estado, houve uma piora para o PT. Há menos de um ano, a desaprovação era de 50,2%, enquanto as avaliações de “ruim” ou “péssimo”, somadas, totalizavam 40,5%.





