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Flávio, Tarcísio e Ratinho Júnior: cientista político analisa o potencial de cada um contra Lula

Pesquisas iniciais expõem uma corrida silenciosa no campo conservador e levantam a pergunta central da eleição: quem será o adversário do presidente?

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jan 2026, 20h00 •
  • Longe de antecipar o resultado das urnas, as pesquisas divulgadas no início de 2026 cumprem outro papel estratégico: funcionam como termômetro interno dos partidos. Mais do que medir intenções de voto, ajudam a responder à pergunta que domina os bastidores da direita — quem é mais viável para chegar ao segundo turno contra Lula (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Segundo o cientista político Fábio Vasconcellos, entrevistado no programa Os Três Poderes, trata-se de uma fase de triagem política. “As pesquisas servem como informação para os partidos testarem cenários, avaliarem riscos e decidirem se apostam no presente ou no futuro”, afirma.

    Quem sai na frente: Bolsonaro, Tarcísio ou Ratinho?

    O senador Flávio Bolsonaro parte com uma vantagem objetiva: é o mais conhecido do eleitorado. Seu nome já está consolidado nacionalmente, o que reduz a chamada taxa de desconhecimento — um ativo precioso em uma disputa presidencial.

    Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aparece em posição intermediária. Ele é mais conhecido que o governador do Paraná, mas ainda distante de uma exposição nacional plena. No caso de Ratinho Júnior, o desafio é ainda maior: apesar da alta aprovação local, seu nome permanece restrito a um eleitorado regional.

    O desconhecimento é fraqueza — ou oportunidade?

    Para Vasconcellos, o alto índice de desconhecimento de Tarcísio e Ratinho é uma faca de dois gumes. De um lado, limita a competitividade imediata. De outro, abre espaço para crescimento.

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    “Quanto mais desconhecido o candidato, maior o potencial teórico de expansão”, explica. O problema é o tempo: até abril, governadores que desejarem disputar o Planalto precisarão deixar seus cargos. Isso impõe uma corrida contra o relógio para transformar desconhecimento em intenção de voto.

    Vale a pena apostar na ‘construção’ de um candidato?

    A grande incógnita para os partidos de centro-direita é saber se tornar um nome mais conhecido se traduz, automaticamente, em mais votos. O processo de exposição nacional costuma vir acompanhado de desgaste: quanto mais visibilidade, mais vulnerabilidades vêm à tona.

    Ratinho Júnior, por exemplo, parte da leitura de que sua popularidade no Paraná pode ser replicada nacionalmente. Segundo Vasconcellos, isso é “um bom ponto de largada, mas insuficiente para torná-lo competitivo em tão pouco tempo”.

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    Direita sem Bolsonaro vence eleição?

    Outro ponto central revelado pelas pesquisas é o perfil do eleitorado. Tarcísio e Ratinho tendem a performar melhor entre eleitores de direita não bolsonarista — um segmento relevante, mas insuficiente para vencer sozinho.

    “A direita não bolsonarista tem potencial, mas não ganha eleição sem ampliar alianças”, resume Vasconcellos. Daí o dilema estratégico: insistir em um nome já conhecido, ainda que polarizador, ou tentar construir uma alternativa mais moderada, correndo o risco de não chegar a tempo ao segundo turno.

    O que está realmente em jogo no primeiro turno?

    Mais do que vencer, o objetivo imediato dos pré-candidatos é sobreviver à primeira fase da disputa. “No primeiro turno, a pergunta não é quem vence, mas quem chega lá”, afirma o cientista político.

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    Nesse contexto, as pesquisas funcionam menos como previsão eleitoral e mais como instrumento de pressão. Elas ajudam a empurrar decisões, acelerar desistências e, sobretudo, definir quem terá o direito de enfrentar Lula na etapa decisiva da eleição.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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