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Flávio Bolsonaro deve ter três vezes mais palanques que o pai nas eleições de 2026

Em 2022, quanto Bolsonaro foi derrotado por Lula na disputa pelo Planalto, partido tinha 4 candidaturas ao governo; para 2026, tendência é que sejam até 12

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 mar 2026, 20h24 •
  • O PL projeta que, na disputa presidencial deste ano, o senador Flávio Bolsonaro espera contar com o triplo de palanques estaduais em relação ao que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve nas eleições de 2022, quando foi derrotado por Lula. Para 2026, o partido calcula que terá ao menos 12 candidaturas próprias a governador.  Na disputa passada, Bolsonaro contou com apenas quatro correligionários que lhe garantiam palanque nos estados.

    A legenda do ex-presidente quer concentrar as atenções principalmente nas disputas de três estados apontados como estratégicos para a campanha de Flávio Bolsonaro: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Juntas, essas três unidades da federação concentram 40% de todo o eleitorado brasileiro.

    No total, a equipe de pré-campanha do senador estima que Flávio Bolsonaro terá um total de 24 palanques, somando não só candidaturas próprias do PL ao governo, como também aquelas encampadas por partidos aliados. Em 2022, quando Bolsonaro era o candidato, a sigla contava com somente 11 palanques – muitos deles representados por candidaturas que não pediam votos abertamente ao presidente, à época postulante à reeleição.

    Em São Paulo, o PL deve apoiar a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Bolsonaro que disputará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. A legenda quer emplacar um vice na chapa.

    No Rio de Janeiro, a sigla decidiu oficializar a pré-candidatura de Douglas Ruas ao governo estadual. Ruas era secretário do atual governador do Estado, Cláudio Castro (PL), que disputará o Senado em 2026.

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    Em Minas Gerais, por sua vez, o PL, sob o comando do deputado federal Nikolas Ferreira, ainda está negociando alternativas com outros partidos aliados que também pretendiam lançar uma candidatura própria ao governo. Anotações de Flávio Bolsonaro em uma reunião da executiva do PL que vazaram à imprensa mencionavam a possibilidade de o atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, assumir essa missão. Isso reforça que não há consenso em torno do nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao Executivo estadual, parlamentar bolsonarista que inclusive já até lançou sua pré-candidatura.

    O Partido Liberal terá candidatura própria nos três estados do Sul. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, buscará a reeleição. No Rio Grande do Sul, o deputado federal Luciano Zucco (PL), ex-líder da oposição na Câmara, é o nome do bolsonarismo para a disputa pelo Palácio Piratini. No Paraná, o senador Sergio Moro, que foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, fechou um acordo para trocar o União Brasil pelo PL e abrir palanque para Flávio Bolsonaro na corrida pela sucessão de Ratinho Júnior (PSD).

    É situação semelhante à de Efraim Filho, que tem um acordo com o presidenciável do PL para deixar o União Brasil e candidatar-se ao governo da Paraíba pela legenda bolsonarista. Flávio Bolsonaro vai, inclusive, participar pessoalmente da cerimônia de filiação do colega de Senado.

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    Há outros senadores do PL que pretendem tentar a sorte nas urnas pelos governos de seus estados. É o caso de Wilider Morais, em Goiás; Wellington Fagundes, em Mato Grosso; e Marcos Rogério, em Rondônia. Existe, ainda, a possibilidade de Eduardo Gomes seguir o mesmo caminho no Tocantins. No entanto, o ex-líder do governo Bolsonaro no Congresso ainda estuda se encara a disputa pelo Executivo estadual ou busca renovar seu mandato no Senado.

    No Nordeste, região mais hostil ao bolsonarismo, o PL deverá ter também as candidaturas do atual prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, ao governo de Alagoas; e de Álvaro Dias, que está de saída do Republicanos, ao governo do Rio Grande do Norte.

    Em Mato Grosso do Sul, existe a possibilidade de o deputado federal Marcos Pollon representar a legenda na disputa pelo Executivo. No Amazonas, Maria do Carmo Seffair já aparece até na liderança das pesquisas de intenção de voto mais recentes.

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