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Flávio Bolsonaro cresce nas pesquisas, mas o Centrão cobra algo além do sobrenome

Avaliado como competitivo para 2026, senador enfrenta pressão para apresentar propostas, reduzir o tom do confronto e convencer aliados estratégicos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 13h19 • Atualizado em 2 fev 2026, 15h49
  • A volta do recesso do Congresso e do Judiciário, em um ano pré-eleitoral, intensifica a movimentação política em Brasília. No programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o colunista Mauro Paulino analisou como a disputa eleitoral já orienta o comportamento dos parlamentares — e como esse cenário afeta diretamente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Segundo Paulino, em anos eleitorais o foco do Congresso deixa de ser a agenda institucional e passa a girar, quase integralmente, em torno da sobrevivência política dos próprios parlamentares. “Todas as atitudes passam a ser voltadas para facilitar interesses eleitorais. Isso é natural e recorrente”, afirmou.

    O crescimento de Flávio é eleitoral ou apenas hereditário?

    Os números recentes das pesquisas indicam uma arrancada de Flávio Bolsonaro, impulsionada pela força do sobrenome. Para Paulino, trata-se de uma transferência quase automática de votos associada à marca Bolsonaro, ainda muito presente no eleitorado.

    “O que existe até aqui é uma candidatura de sobrenome”, avaliou. O avanço nas intenções de voto, porém, não resolve um problema central: a alta rejeição e a ausência de um projeto claro de governo apresentado ao eleitor médio.

    O que Valdemar Costa Neto está cobrando do pré-candidato?

    A pressão por uma mudança de rota partiu do próprio comando do PL. Em nota citada no programa, o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, defendeu que Flávio Bolsonaro reduza o discurso de ataque e passe a expor propostas concretas, com foco em gestão, autonomia e pragmatismo.

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    “O povo está cansado de encrenca”, disse Valdemar, ao sugerir que o senador fale mais a linguagem do mercado, do Centrão e do eleitor fora da bolha ideológica. A avaliação interna é que, sem esse ajuste, será difícil atrair apoios fundamentais de partidos como PP e União Brasil.

    Por que o lançamento da candidatura incomodou aliados?

    Outro ponto destacado por Paulino foi a forma improvisada com que a pré-candidatura foi lançada. Segundo ele, o anúncio pegou de surpresa até setores do próprio partido e gerou desconforto imediato entre legendas do Centrão, que preferiam uma construção política mais articulada — e, em muitos casos, apostavam no nome do governador Tarcísio de Freitas.

    “O lançamento foi um desperdício”, afirmou Paulino. “Não houve articulação, nem conversa, nem estratégia de marketing político. Isso é básico.” Para o analista, nenhum partido vence uma eleição presidencial isoladamente, e a ausência de diálogo inicial criou um obstáculo que agora precisará ser corrigido.

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    Crescer nas pesquisas basta para sustentar a candidatura?

    Apesar das falhas estratégicas, Paulino reconhece que o desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas é relevante e não pode ser ignorado. O desafio, agora, é transformar o capital herdado do sobrenome em uma candidatura estruturada, com programa e alianças.

    “A partir desse lançamento de supetão, será preciso fazer política de verdade: conversar, articular e apresentar propostas”, concluiu. Sem isso, o crescimento pode se mostrar frágil diante das exigências do eleitorado de centro — justamente o fiel da balança da eleição.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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