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Fiscais encontram irregularidades em material de campanha do PSOL

Busca e apreensão em gráfica encontra mais panfletos do que o declarado de candidato a vereador Leonel Brizola Neto

Por Thiago Prado 31 ago 2016, 16h00

Uma apreensão feita ontem por fiscais da Justiça Eleitoral levantou indícios de fraude na prestação de contas do PSOL na campanha do Rio de Janeiro. A fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral encontrou em uma gráfica mais panfletos do que o declarado pelo candidato a vereador Leonel Brizola Neto. Na propaganda aparece estampado também o nome de Marcelo Freixo, postulante à prefeitura do Rio pelo mesmo partido, em segundo lugar na corrida eleitoral de acordo com as últimas sondagens.

O material foi encontrado na gráfica Grafmec, que funciona dentro do jornal carioca O Povo, do empresário Alberto Ahmed. Pela lei, a quantidade do material de campanha de cada candidato tem de estar especificada nos panfletos. No caso de Brizola Neto, eles registravam por escrito uma tiragem de 10 000 cópias. Os fiscais afirmam, no entanto, que havia o triplo disso na gráfica.

Pode parecer caso irrelevante, mas quem trabalha na área sabe que é motivo, no mínimo, para cuidadosa investigação. “Esse tipo de desencontro de informações levanta a suspeita de caixa dois nas campanhas”, afirma o juiz Marcelo Rubioli, atual responsável pela fiscalização de propaganda dos candidatos nas eleições fluminenses.

“Vamos fazer um auto de infração e enviar ao Ministério Público, que poderá decidir multar o candidato ou até mesmo pedir a impugnação da candidatura, a depender do que se concluir.”
A mesma irregularidade foi encontrada em panfletos dos candidatos a vereador Agnaldo Timóteo (PMDB) e Lilian Sá (DEM).

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