Fim do impasse: presidente do TJ adia viagem e assume governo do Rio na ausência de Castro
Terceiro na linha sucessória, desembargador Ricardo Couto também embarcaria para o exterior, gerando dúvidas sobre vácuo de poder
O impasse sobre quem ocupará a cadeira do governador Cláudio Castro (PL) durante sua ausência por causa de viagem à Europa foi resolvido: em nota oficial, o Tribunal de Justiça do Rio informou que o desembargador Ricardo Couto, terceiro na linha sucessória, permanecerá interinamente no cargo a partir desta quinta, 29, e até o retorno do político. Presidente do TJ, Couto também tinha viagem marcada, gerando dúvidas =num momento confuso da política fluminense. Castro não tem vice, porque Thiago Pampolha acabou assumindo uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para pacificar uma candidatura de Rodrigo Bacellar (União Brasil). Só que Bacellar, o segundo na linha, acabou preso pela PF e foi afastado pelo STF da presidência da Alerj.
Sem Castro e Couto no Rio, circulou no meio político que o presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), assumiria a vaga, mesmo sem previsão em lei. Mas, na manhã de hoje, nota do TJ informou que, diante da comunicação da viagem do governador, “o presidente do Tribunal de Justiça teve que adiar viagem agendada para esse final de semana, também ao exterior”. O comunicado explica: “terceiro na linha sucessória, conforme prevê a Constituição do Estado, o desembargador assume o cargo interinamente, diante das ausências do vice-governador e do presidente da Assembleia Legislativa. Cumprindo o protocolo oficial, o desembargador Ricardo Couto de Castro assumiu o cargo após receber ofício da Assembleia Legislativa cientificando da viagem do governador. O presidente do Tribunal permanecerá no exercício do governo do Rio de Janeiro até o retorno do governador eleito”.
O governador tem agendas na Dinamarca, Itália e Inglaterra e deve retornar no dia 7 de fevereiro. Caso se confirme a sua candidatura ao Senado, caberá a Couto conduzir a eleição indireta para um mandato-tampão no governo.





