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Fator tempo joga contra Lula e Bolsonaro – e favorece Tarcísio

Enquanto o presidente corre para recuperar a popularidade e o antecessor luta contra a inelegibilidade, governador colhe os bons frutos de sua gestão

Por Daniel Pereira 9 mar 2025, 12h57 •
  • Reportagem de capa da nova edição de VEJA mostra que a queda de popularidade de Lula e o cerco judicial a Jair Bolsonaro criaram as condições ideais para viabilizar a candidatura à Presidência da República do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Em público, Tarcísio diz que concorrerá a um novo mandato no Palácio dos Bandeirantes e defende a candidatura do inabilitado Bolsonaro em 2026. Nos bastidores, no entanto, há sinais de que ele é cada vez mais mais cortejado para concorrer ao Planalto no ano que vem.

    No páreo preliminar dos possíveis presidenciáveis, o governador corre por fora e não tem pressa para definir seu projeto eleitoral. Por enquanto, ele apoia o nome de Bolsonaro – mesmo sabendo que o ex-presidente dificilmente recuperará o direito de disputar a próxima eleição – por lealdade ao padrinho político. Tarcísio age também por cautela, já que o capitão escolherá o sucessor nas urnas e já se mostrou impiedoso para acabar com a carreira de aliados que, segundo ele, traíram a sua confiança. Ninguém quer entrar na sua lista de desafetos.

    Políticos de centro apostam que o ex-presidente, tão logo fique clara a impossibilidade de disputar a Presidência, ungirá Tarcísio como candidato. Em entrevistas, Bolsonaro insinuou que pode escolher um de seus filhos ou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas os caciques partidários acreditam que, na hora da definição, optará por Tarcísio, que tem rejeição menor do que integrantes do clã Bolsonaro e maior capacidade de reunir forças. O desafio do governador, cumprido com êxito até aqui, é simular desinteresse pela vaga e deixar que as peças se acomodem naturalmente no tabuleiro.

    Rivais em apuros

    Os dois favoritos à Presidência são Lula e Bolsonaro, mas ambos enfrentam momentos desafiadores. O ex-presidente, além de inelegível, corre o risco de ser punido com até 40 anos de prisão caso o Supremo Tribunal Federal (STF) o condene por liderar uma trama golpista que tinha o objetivo, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), de implodir a democracia e garantir a sua permanência no poder. Quanto mais o tempo passa, menor a chance de o capitão reverter sua restrição judicial, que ainda pode ser ampliada com uma temporada na cadeia.

    Já Lula lida desde a virada do ano com um processo acelerado de derretimento de imagem, que fez aumentar a especulação de que, com medo de ser derrotado, pode desistir da candidatura à reeleição. O presidente está fazendo mudanças no ministério e lançando novas medidas para atenuar a insatisfação popular. Na prática, está correndo contra o tempo a fim de tentar recuperar popularidade e chegar competitivo ao ano eleitoral de 2026. Acossados, o petista e o capitão têm pressa. Já o governador joga parado e vê crescerem as chances de a bola sobrar para ele. 

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