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Fachin pede ajustes e devolve delação de Funaro à PGR

Doleiro é testemunha-chave em processos que envolvem o ex-deputado Eduardo Cunha e ministros do governo Michel Temer

Por Da Redação - Atualizado em 30 ago 2017, 20h03 - Publicado em 30 ago 2017, 18h36

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin devolveu nesta quarta-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) a delação premiada do doleiro Lúcio Bolonha Funaro. Fachin pediu que ajustes sejam feitos no acordo, que chegou nesta terça-feira à Corte para homologação. Como o acordo está em segredo de Justiça, os detalhes da decisão não foram divulgados.

Funaro é citado em três investigações da Polícia Federal (PF), todas sob a responsabilidade da Justiça Federal em Brasília – Greenfield, Cui Bono? e Sépsis. Na última, ele se tornou réu, ao lado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por fraudes no Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS). Ao todo, as investigações envolvem fundos de pensão de empresas públicas do país, como Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). O empresário também foi citado nas delações da JBS.

Ele é testemunha-chave em processos que envolvem o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima. Acredita-se que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também utilizará as informações reveladas por Funaro para embasar uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB).

(Com Agência Brasil)

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