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Ex-comandante é superficial em ponto-chave sobre pressão para barrar posse de Lula

Testemunha de defesa de Mauro Cid, general Arruda foi evasivo em temas cruciais da apuração sobre a trama golpista

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 Maio 2025, 10h20 • Atualizado em 22 Maio 2025, 12h41
  • Evasivo em episódios considerados cruciais para revelar a ousadia de militares que, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, são acusados de tramar um golpe de Estado no país, o ex-comandante do Exército Júlio César de Arruda saiu pela tangente nesta quinta-feira, 22, ao ser questionado pelo procurador-geral da República se sofreu pressão do general Mário Fernandes, acusado de ser o autor do plano de assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para barrar a posse do petista. Arruda é testemunha de defesa do ex-ajudante de ordens e delator Mauro Cid, antigo braço direito de Bolsonaro.

    No depoimento, ele foi questionado sobre a existência de uma reunião no QG do Exército, no dia 28 de dezembro de 2022, durante a qual Fernandes e dois coronéis da reserva o teriam pressionado a impedir a ascensão de Lula. Ato contínuo, o militar teria expulsado os três da sala. O episódio foi revelado por O Estado de S. Paulo. Questionado sobre o fato, o depoente foi superficial.

    “A imprensa coloca muitas coisas. Eu conheço o general Mário. Foi meu aluno no curso de comandos em 1988. É meu amigo. Ele esteve lá me procurando na chefia do Departamento de Engenharia e Construção e o general foi conversar comigo e conversamos diversos assuntos”, afirmou. Ele disse sucintamente que não tratou do impedimento da posse e resumiu: “Conversamos sobre a situação, sobre tudo”. “Não o expulsei e disse pra ele que vou dar continuidade ao que o Freire Gomes [comandante do Exército a quem iria suceder] estava fazendo”, completou.

    Como se sabe, partiu de Mário Fernandes a elaboração dos capítulos mais estarrecedores da trama golpista: o plano de execução de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. De acordo com a acusação, o ponto alto da trama golpista ocorreria em 15 de dezembro de 2022, quando seria assinado um decreto de golpe de Estado e executado Moraes, condutor dos inquéritos que jogaram o bolsonarismo nas cordas.

    Também seriam mortos Lula e Alckmin em um plano batizado de Punhal Verde e Amarelo. Na peça de acusação, Paulo Gonet diz ser possível afirmar que Jair Bolsonaro endossara o projeto de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, elaborado por Fernandes, porque o tema teria sido assunto de uma reunião entre ambos em dezembro de 2022. Bolsonaro e os demais militares negam a imputação.

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