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“Eu vi como um absurdo”, diz senador sobre decisão do STF

Izalci Lucas defende manter quebra de sigilo de Lulinha, cobra mais 60 dias de investigação e dispara críticas contra ministros do STF

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 mar 2026, 14h18 •
  • O senador Izalci Lucas, líder da oposição no Congresso, defendeu a prorrogação da CPMI do INSS por pelo menos mais 60 dias e criticou a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilo de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e de outros investigados no escândalo das fraudes em aposentadorias (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o parlamentar afirmou que a decisão judicial atrapalha o avanço das investigações e classificou a medida como um “absurdo”. Segundo ele, a comissão precisa de mais tempo para aprofundar apurações que podem envolver novos casos de irregularidades.

    Por que Izalci quer prorrogar a CPMI?

    O senador afirma que a comissão ainda não concluiu as investigações centrais sobre os descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.

    De acordo com ele, a CPMI pretende avançar agora sobre o tema dos empréstimos consignados e convocar instituições financeiras para explicar denúncias relacionadas ao sistema.

    Izalci citou a necessidade de ouvir órgãos e empresas envolvidos na operação dos sistemas previdenciários, além de analisar novas suspeitas que podem surgir a partir das investigações.

    O que muda com a decisão de Flávio Dino?

    Na avaliação do parlamentar, a suspensão da quebra de sigilo compromete uma etapa essencial da apuração.

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    Ele criticou o entendimento do ministro do Supremo de que a votação em bloco de requerimentos na CPMI não teria fundamentação suficiente para autorizar medidas invasivas como a quebra de sigilo bancário ou fiscal.

    Segundo Izalci, votações desse tipo fazem parte da tradição do Congresso e foram adotadas em diversas comissões ao longo da história do Legislativo.

    A CPMI pretende convocar mais instituições?

    Sim. O senador afirmou que a comissão pretende ouvir outras instituições financeiras relacionadas às denúncias envolvendo empréstimos consignados.

    Ele mencionou que parte das convocações teria enfrentado resistência da base governista, que, segundo ele, estaria tentando “blindar” algumas empresas de depoimentos.

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    A estratégia da oposição, afirmou, é priorizar instituições que concentram maior volume de reclamações de aposentados.

    O que o senador disse sobre o caso Banco Master?

    Izalci também comentou as investigações relacionadas ao Banco Master e fez críticas duras a ministros do Supremo envolvidos nas discussões públicas do caso.

    Na entrevista, ele afirmou que a crise pode comprometer a credibilidade da Corte e defendeu que ministros citados em controvérsias deveriam considerar a renúncia.

    O parlamentar afirmou ainda que o Congresso teria hoje apoio insuficiente para aprovar um eventual processo de impeachment contra ministros do STF.

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    Há clima no Senado para impeachment de ministros?

    Segundo o senador, não.

    Izalci afirmou que, nas contas da oposição, existiriam atualmente cerca de 26 votos favoráveis a um eventual processo de impeachment — número insuficiente para avançar no Senado.

    Ele também disse que há receio entre parlamentares de votar medidas que envolvam o Supremo Tribunal Federal.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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