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‘Estratégia de campanha de Trump’: PT critica morte de Soleimani

Partido classifica ataque como 'criminoso' e pede que país arrefeça ofensiva contra o Irã

Por Redação 4 jan 2020, 19h54 • Atualizado em 4 jun 2024, 15h13
  • O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota neste sábado, 4, condenando os ataques perpetrados pelos Estados Unidos que culminaram na morte do general iraniano Qasem Soleimani. O partido considerou ‘lamentável’ que o governo brasileiro tenha manifestado apoio à ação e classificou como ‘criminoso’ o ato dos Estados Unidos, e atribuiu aos estadunidenses uma atuação, segundo o PT, “estimulando conflitos, desestabilizando a região e colhendo resultados financeiros expressivos para investidores das indústrias armamentista e do petróleo”.

    Ainda de acordo com o partido, o assassinato de Soleimani é parte da estratégia de campanha do presidente estadunidense à sua reeleição no segundo semestre deste ano. O PT faz um apelo para que outras nações e instituições manifestem-se sobre o ato.

    “Esperamos que a opinião pública mundial e a estadunidense em particular se posicionem contra este tipo de manobra eleitoral que somente tende a aprofundar o conflito na região gerando mais violações dos direitos humanos e ressentimentos”, grafa a nota. Que completa: “Sucessivos governos dos EUA e particularmente o atual, têm contribuído para agravar os litígios no Oriente Médio”. O partido ainda pediu que Trump recue na ofensiva contra o Irã.

    O Ministério das Relações Exteriores do governo Jair Bolsonaro emitiu na noite desta sexta-feira, 3, uma nota na qual não condena o ataque de drone dos Estados Unidos que matou Soleimani, e Abu Mehdi al-Muhandis, um dos líderes das Forças de Mobilização Popular, milícia iraquiana pró-Irã, no aeroporto de Bagdá, no Iraque. Em seu posicionamento, o governo brasileiro manifestou “seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo”. Também reiterou “que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”.

    Em outro trecho da nota, o Itamaraty afirma que “o Brasil acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo, e apela uma vez mais para a unidade de todas as nações contra o terrorismo em todas as suas formas”. Na segunda-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro se reunirá com sua equipe ministerial para discutir qual será a estratégia do Brasil caso o preço do combustível dispare nos próximos dias.

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