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Entre tapas e beijos, relação de Trump e Lula está ‘no fio da navalha’

Elogios do presidente americano e críticas calculadas do Planalto revelam uma ligação diplomática no limite, com efeitos diretos na estratégia eleitoral

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jan 2026, 20h00 •
  • A troca pública de gestos entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expôs mais um capítulo da relação ambígua entre Brasília e Washington. Enquanto Trump elogiou Lula e confirmou o convite para que o Brasil integre um novo “Conselho de Paz”, o petista respondeu com críticas ao estilo de governar do americano, em discurso durante evento no Rio Grande do Sul (este texto é um resumo do vídeo acima).

    O tema foi analisado no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, com comentários do editor José Benedito da Silva. Segundo ele, a relação entre os dois líderes segue “no fio da navalha”, combinando retórica para consumo interno e cautela diplomática nos bastidores.

    Por que Lula critica Trump em público?

    Para José Benedito, o discurso de Lula atende прежде de tudo à sua base eleitoral, tradicionalmente crítica a Trump. Em eventos públicos, especialmente diante de apoiadores, o presidente tende a reforçar esse contraste ideológico. Ao mesmo tempo, evita ataques frontais que possam comprometer a relação bilateral, hoje considerada estável do ponto de vista diplomático e comercial.

    Como Trump vê o papel do Brasil?

    Trump afirmou que “gosta de Lula” e sinalizou esperar um papel relevante do Brasil no cenário internacional, ao convidar o país para integrar o Conselho de Paz. O gesto foi interpretado como um aceno político, mas ainda está sendo avaliado pelo governo brasileiro, que não deu resposta formal à proposta.

    O que está em jogo na relação Brasil–Estados Unidos?

    Segundo o editor, apesar das diferenças ideológicas, a relação bilateral atravessa um momento funcional. Sanções previstas na Lei Magnitsky foram afastadas, canais diplomáticos foram recompostos e episódios sensíveis — como a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro — não produziram a escalada de tensão que se temia. Ainda assim, trata-se de uma relação frágil, que exige cálculo constante.

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    O Conselho de Paz é uma armadilha?

    José Benedito vê com ceticismo a proposta de Trump. Para ele, o conselho teria características de um organismo multilateral paralelo, com forte controle americano, o que poderia constranger países participantes a assumir decisões impostas por Washington. A adesão inicial de aliados ideológicos de Trump, como Benjamin Netanyahu e Javier Milei, reforça a desconfiança de outras nações, incluindo o Brasil.

    Lula pode transformar Trump em tema eleitoral?

    Na avaliação do editor, sim. A ideia de soberania e de um Brasil que “fala de igual para igual” com os Estados Unidos tende a ser explorada pelo Planalto ao longo da campanha. O contraste com o bolsonarismo — frequentemente retratado como submisso a Washington — deve ser usado como argumento político, especialmente nas redes sociais.

    Qual é a estratégia do Planalto?

    A estratégia de Lula é manter o tema em “fogo baixo”: críticas pontuais em público, diálogo pragmático nos bastidores e atenção constante ao custo-benefício político. A relação com Trump, segundo José Benedito, seguirá marcada por esse equilíbrio instável entre confronto simbólico e cooperação prática.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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