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Doria e Witzel conversam sobre privatização da Sapucaí e do Anhembi

Governador do Rio já manifestou vontade de assumir a operação do local de desfiles do Carnaval carioca. O colega paulista quer privatizar o sambódromo de SP

Por Leandro Resende, do Rio de Janeiro - Atualizado em 4 mar 2019, 00h44 - Publicado em 4 mar 2019, 00h43

Convidado do camarote do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC), o governador de São Paulo João Doria conversou com o colega fluminense sobre planos para privatizar o Sambódromo da capital dos dois estados. Eles assistiram juntos ao desfile do Império Serrano, a escola que abriu o Grupo Especial.

Witzel já manifestou a vontade de assumir a operação da Sapucaí, onde ocorrem os desfiles do Carnaval carioca. O espaço é administrado pela prefeitura. Na conversa, o governador de São Paulo mencionou a possibilidade de privatização do complexo do Anhembi, onde ocorrem os desfiles do Carnaval de São Paulo. A ideia agrada Witzel, que incumbiu o secretário de Turismo do Estado, Otávio Leite, de conversar com empresas que possam pensar outros usos para a Marquês de Sapucaí que, na avaliação do governador, é subutilizada ao longo do ano.

“Há cerca de duas semanas começamos a conversar com a empresa responsável pelo Natal de Gramado, no Rio Grande do Sul. Esse evento lá dura 81 dias. Queremos trazer um Hans Donner de lá para cá”, afirmou Otávio Leite em referência ao designer alemão que fez história na TV Globo.

O juiz da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, acompanha desfiles na Marquês de Sapucaí – 04/03/2019 Fernando Molica/VEJA

Ainda não há planos detalhados sobre a possibilidade de entrega dos dois sambódromos à iniciativa privada. Além de João Doria, o juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio, também esteve no camarote de Witzel.

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