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Dissidência a favor de Flávio Bolsonaro teme efeito Pablo Marçal

Uma ala do Centrão mostra preocupação com a possiblidade de racha na direita abrir caminho para um outsider

Por Daniel Pereira 13 dez 2025, 19h55 •
  • Os principais líderes do Centrão nunca esconderam que sonham com uma chapa presidencial apoiada por Jair Bolsonaro e encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Para o posto de vice, o grupo cogita uma série de nomes, mas sempre deixou claro que não quer um dos filhos do capitão na função, porque o sobrenome carregaria um alto índice de rejeição.

    Não foi à toa, portanto, que caciques da centro-direita mostraram contrariedade com o lançamento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira, que planejou ser vice numa chapa com Tarcísio, lembrou ser amigo do Zero Um, mas insinuou que a candidatura dele não é viável ou competitiva.

    Mandachuva do União Brasil, Antonio Rueda afirmou que a escolha de Flávio reforçaria a polarização e não seria interessante do ponto de vista eleitoral. Já Gilberto Kassab, donatário do PSD, reagiu reafirmando sua preferência por Tarcísio e, caso o governador não queria concorrer, reforçando opções de sua própria sigla, como os governadores Ratinho Jr e Eduardo Leite.

    Dissidência

    Uma ala do Centrão, no entanto, acha melhor o grupo não bater de frente com Flávio e buscar uma composição, mesmo que isso resulte na escolha dele para vice numa candidatura presidencial. A dissidência alega que o nome Bolsonaro sozinho não é capaz de vencer o presidente Lula, mas que a direita, sem um representante do clã do ex-presidente na chapa, também corre o risco de ser derrotada.

    Um embate entre um nome do Centrão e Flávio Bolsonaro poderia, inclusive, abrir espaço para o surgimento e fortalecimento de um outsider, alguém que repetisse em 2026 o papel desempenhado por Pablo Marçal na corrida pela prefeitura de São Paulo. Durante a campanha de 2024, a direita e o bolsonarismo balançaram entre votar em Marçal, que quase chegou ao segundo turno, e Ricardo Nunes, que acabou apoiado pelo ex-presidente e vencendo a eleição.

    Para os dissidentes, a cizânia na direita significa dar sopa para o azar — e facilitar a reeleição de Lula.

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