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Direita sem bússola: quem manda, e quem quer mandar, no pós-Bolsonaro

Fragmentação, rusgas públicas e o 'efeito prisão' travam a sucessão, segundo colunistas de VEJA no programa Os Três Poderes

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Matheus Leitão 18 out 2025, 20h00 •
  • A disputa pela liderança da direita entrou em modo vale-tudo — e, por enquanto, favorece Lula. No programa Os Três Poderes, do site de VEJA, os colunistas Robson Bonin, Matheus Leitão e José Benedito da Silva destrincharam o vácuo criado pela prisão do ex-presidente, a hesitação sobre Tarcísio de Freitas e as fissuras entre partidos.

    O fator-cadeia e o vácuo de comando

    Segundo Bonin, Bolsonaro tenta liderar de dentro da prisão, o que paralisa decisões estratégicas: sem “batismo” de um sucessor — alguém da família ou um nome político, como Tarcísio — alianças e palanques emperram. Enquanto isso, Lula roda o país, acumula agendas de perfil eleitoral e transforma programas sociais em capital político. “Há um desequilíbrio claro de estratégias”, resumiu Bonin.

    Caiado x Ciro: a federação em xeque

    Em entrevista às Páginas Amarelas de VEJA, Ronaldo Caiado (União Brasil) subiu o tom contra Ciro Nogueira (PP), copresidente da federação progressista. Disse que o União Brasil “não recebe ordens” do chefe do PP, exaltou a força da bancada (59 deputados) e carimbou: “Ciro não tem expressão política”. Para Benedito, o atrito pode naufragar a federação antes mesmo da homologação no TSE: “Se a canelada crescer, cada um segue sozinho”.

    A tese “exótica” do multi-candidato

    Caiado defende que a direita chegue rachada ao 1º turno: com “quatro ou cinco” nomes, haveria segundo turno garantido; com apenas um, Lula venceria no 1º. Matheus Leitão discorda: “Unidade pesa mais do que dispersão”. A leitura pragmática: com 5% nas pesquisas, o governador de Goiás precisa manter a própria candidatura viva — e, com ela, o discurso de que muitos nomes valem mais do que um.

    Direita em guerra… e Lula em alta

    Leitão avaliou que o momento virou a favor do Planalto. Queda da inflação de alimentos, narrativa nacionalista turbinada pelos tropeços da oposição (como a cruzada de Eduardo Bolsonaro nos EUA), além de vitórias de agenda, reposicionaram Lula. Hoje, disse, o presidente é favorito — fotografia do momento, sujeita a sobressaltos (como a crise venezuelana).

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    Estados Unidos: tropeços e rearranjos

    No tabuleiro externo, a reunião de Mauro Vieira com Marco Rubio e o representante comercial dos EUA foi cordial e produtiva. Tentativas de Eduardo Bolsonaro de barrar o encontro fracassaram. Na prática, economia pauta política: os dois lados querem destravar o contencioso tarifário e abrir espaço para negócios (terras raras à mesa), enquanto Trump acena a Lula — mais um ingrediente que desmobiliza a retórica da oposição.

    Enquanto Bolsonaro não ungir um herdeiro — e a direita não baixar o facho interno — Lula joga sozinho no ataque. E, em política, quem dita o ritmo costuma ditar o placar.

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