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Diante de gelo de Alcolumbre, Jorge Messias fará intensivão em busca de votos para o STF

Indicado ao STF falou pessoalmente com cerca de 70 senadores; aliados projetam sabatina logo depois do Carnaval

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 fev 2026, 11h11 •
  • Diante da recusa persistente do presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) de receber o candidato a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias, o indicado à sucessão de Luís Roberto Barroso pretende aproveitar o retorno dos trabalhos no Senado, no próximo dia 2, para fazer uma espécie de intensivão em busca de votos de senadores. A ideia é ampliar o corpo a corpo junto a integrantes do Senado, que têm de analisar e votar o nome do advogado-geral tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quanto no Plenário.

    O principal entrave para a sabatina e votação da indicação de Messias segue sendo Alcolumbre, que desde dezembro não concordou em receber o indicado nem sequer conversar com ele por telefone. O presidente do Senado tinha candidato próprio, o antecessor no cargo Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que acabou preterido pelo presidente Lula e ainda avalia se vai ou não se candidatar ao governo de Minas Gerais em outubro, como sonha o petista.

    Até o momento Jorge Messias falou pessoalmente com cerca de 70 dos 81 senadores e contabiliza, por exemplo, votos contrários de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sergio Moro (União Brasil-PR), e a interlocutores diz ter conseguido alguns votos entre políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Se tudo der certo, pelos cálculos de aliados do AGU a sabatina dele na CCJ poderia ser agendada para os primeiros dias depois do Carnaval.

    Em meio ao crescimento de críticas contra o STF, tribunal onde tramitam as investigações sobre o rumoroso caso do Banco Master, Messias tem repisado um discurso caro aos congressistas. Veja os principais pontos:

    • O advogado-geral diz que, se aprovado para o Supremo, não vai ser uma extensão de Lula na Corte;
    • Afirma que o tribunal não pode nem deve ser árbitro de qualquer contenda política, como ocorre há anos;
    • Critica o ativismo judicial do tribunal;
    • Cita como ativos a atuação da AGU em um acordo para que o STF não barrasse de pronto emendas parlamentares e pagasse os aposentados lesados pelo escândalo do INSS;
    • Afirma que tem mais de 25 anos de serviços públicos e que não tem filiação partidária.

    Mesmo assim, ele ainda não sensibilizou o senador.

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