Deputada que fez ‘blackface’ na Alesp se declarou parda à Justiça Eleitoral; Erika Hilton pede investigação
Fabiana Bolsonaro se pintou de tinta marrom no plenário da Assembleia Legislativa para criticar deputada federal
A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL), que se pintou de tinta marrom no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta quarta, 18, se declarou parda à Justiça Eleitoral ao registrar sua candidatura em 2022.
Ao fazer o “blackface”, Fabiana disse: “Vocês estão vendo, sou uma mulher branca, tive os privilégios de uma mulher branca durante toda a minha vida”. Ela fez isso para criticar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que foi eleita neste mês presidente da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.
Após verificar a autodeclaração da deputada estadual, Hilton acionou a Justiça Eleitoral e pediu a instauração de um inquérito –o critério racial influenciava a distribuição de recursos do Fundão, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Segundo ela, há indícios de que a autodeclaração foi feita de forma indevida, o que configuraria o crime de falsidade ideológica eleitoral.
Além de Hilton, outras parlamentares acionaram o Conselho de Ética da Alesp e a polícia convencional para apurar se Fabiana cometeu o crime de racismo, punível com dois a cinco anos de reclusão.





