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Denunciado por corrupção, deputado é defendido pela cúpula do partido de Bolsonaro

Comando do PL afirma que legenda não é um ‘tribunal de julgamento’ e resiste a expulsar parlamentares investigados

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2025, 07h00 • Atualizado em 6 fev 2025, 18h27
  • O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin pediu nesta terça-feira, 4, para que seja levada a julgamento uma denúncia por corrupção que envolve três deputados do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes, presidente da Primeira Turma, definir a data em que será julgado se os congressistas virarão réus ou se a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República será rejeitada.

    O julgamento deve reativar um racha dentro do PL. Desde que a denúncia foi apresentada, em setembro do ano passado, Bolsonaro cobra a expulsão de seus correligionários. Foram alvos da ação os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles são investigados por cobrar propina de mais de 1 milhão de reais de um prefeito de São José do Ribamar (MA) em troca da liberação de mais de 6 milhões de reais em emendas parlamentares.

    Em entrevistas, Bolsonaro já afirmou que haveria um “freio de arrumação” depois das eleições municipais de 2024 e que “esses caras são contumazes em fazer besteira e têm que ir embora porque mancha todo mundo”.

    Apesar da pressão pela destituição do trio, eles seguem filiados ao PL sob as bênçãos de Valdemar Costa Neto, presidente do partido e a quem cabe determinar qualquer sanção.

    Internamente, Valdemar argumenta que a legenda não é um “tribunal de julgamento” e que, assim como os congressistas, ele e o próprio Bolsonaro foram alvos da Polícia Federal e podem acabar atingidos por uma denúncia em breve.

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    Também é sustentado que a maioria das denúncias é política e que cabe ao partido defender seus filiados até que eles sejam condenados.

    PF gravou deputado

    O caso mais emblemático é o de Josimar Maranhãozinho. Em 2021, a Polícia Federal fez uma ação controlada na qual flagrou o deputado entregando uma caixa de dinheiro com 250.000 reais dentro. A investigação suspeita que o recurso seria proveniente do desvio de emendas. O parlamentar, por outro lado, nega e afirma que se tratava de negócios envolvendo a compra e venda de gado.

    Apesar das gravações, o caso sempre foi minimizado pela cúpula do PL e tratado como uma armadilha política local.

    No posicionamento, também pesa o sucesso eleitoral de Maranhãozinho e sua esposa, a deputada Detinha (PL-MA). Juntos, os dois elegeram 40 dos 517 prefeitos do PL nas eleições de 2024, ativo que, para interlocutores do partido, não poderia ser desperdiçado apenas com base em uma denúncia.

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