De quem é a culpa? Três perguntas centrais que o Datafolha fará para a eleição em SP
Instituto questiona quem é o responsável por quedas de energia, pelo racionamento de água e pelo aumento dos pedágios -- temas que estarão na campanha eleitoral
A nova pesquisa Datafolha sobre a disputa eleitoral no Estado de São Paulo, que será divulgada na quinta-feira, 5, vai sondar como está a corrida pelo governo e pelas duas vagas ao Senado pelo estado, além da avaliação do eleitor sobre pouco mais de três anos da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que será candidato à reeleição.
Em relação à última pesquisa feita pelo instituto para a corrida paulista, há algumas diferenças. Uma delas é a inclusão de perguntas específicas sobre questões centrais para o cidadão que mora em São Paulo.
Uma delas é sobre a quem o eleitor atribui as constantes faltas de energia em São Paulo: ao prefeito, ao governador, ao governo federal ou à concessionária Enel. O problema é um dos que vêm tirando a tranquilidade do morador, principalmente na região metropolitana. Tanto Tarcísio quanto o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), defendem o fim do contrato, mas isso precisa ser decidido pela Aneel, que é uma agência federal.
Outra pergunta é sobre de quem é a responsabilidade pela necessidade de racionar água no estado em razão da crise hídrica que tem afetado várias regiões de São Paulo. O eleitor poderá apontar o responsável entre governo do estado, prefeitura, governo federal ou Sabesp, a empresa de saneamento que era estatal e foi privatizada por Tarcísio.
Por fim, o Datafolha também irá querer saber de quem é a responsabilidade pelo aumento de pedágios nas estradas paulistas, um ponto que a oposição pretende usar para atacar o atual governador na campanha eleitoral, que instalou vários pórticos de cobrança no sistema free flow (a cobrança é feita com a leitura por câmeras e sensores, sem praças físicas de cobrança’. O eleitor poderá escolher entre prefeitura, governo estadual, governo federal e concessionárias que administram as estradas.
Tarcísio x Haddad
Na última pesquisa Datafolha sobre São Paulo, em abril de 2025, a gestão de Tarcísio era considerada ótima ou boa por 41% do eleitorado, regular por 33% e ruim por 22%. Quando a pergunta era somente sobre se o eleitor aprovava ou desaprovava o trabalho dele, 61% disseram que aprovavam e 33% afirmaram que desaprovavam.
No levantamento de um ano atrás, Tarcísio era favorito à reeleição, com mais de 40% das intenções de voto no primeiro turno, mas o Datafolha testou apenas cenários com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ambos do PSB.
Agora, o cardápio inclui o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que pode ser anunciado ainda esta semana como o candidato de Lula no estado — nas eleições de 2022, ele foi derrotado no segundo turno por Tarcísio, mas teve 45% dos votos dos paulistas.
Essa também será a primeira pesquisa do Datafolha após Tarcísio ter confirmado que iria disputar reeleição — ele foi por muito tempo cotado como o principal nome da oposição para enfrentar Lula na corrida presidencial





