Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

De olho em reeleição e apoio político, Hugo Motta pode fazer acordo com o PT naufragar

Deputado foi aconselhado a postergar para o próximo ano eleição de duas vagas no Tribunal de Contas da União

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jan 2026, 13h00 •
  • O presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) foi aconselhado a postergar a escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) para 2027 e, na prática, implodir um acordo com o PT que o ajudou a ser eleito sucesso do todo-poderoso Arthur Lira (PP-AL). Se colocado em prática, o conselho político recebido por Motta o levaria a utilizar a vaga que será aberta em fevereiro com a aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz e uma eventual saída antecipada do também ministro Augusto Nardes para negociar com diferentes partidos votos para um possível projeto de reeleição no ano que vem.

    Desde 2024 a vaga de Cedraz, que completa 75 anos já em fevereiro e será obrigado a deixar a Corte, foi prometida ao PT, mas candidatos do União Brasil e do PSD já se apresentaram como postulantes à cadeira. O posto de Nardes, que admitiu a VEJA que pode concorrer ao Senado ou a vice-governador do Rio Grande do Sul ou do Distrito Federal e, com isso, abrir uma segunda vaga no TCU, é cobiçado pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A legenda tem planos para lançar o 1º vice-presidente da Câmara Altineu Côrtes (PL-RJ).

    Se adiar o acordo com o PT, que calculava que a votação do nome para suceder a Cedraz pudesse ocorrer já em março deste ano, a ideia é que Hugo Motta pudesse acenar a dois senhores e entregar uma das vagas aos petistas e outra aos bolsonaristas. “Se Hugo Motta postergar uma decisão dessa [pautar a votação do sucessor de Aroldo Cedraz] ele cria um desconforto muito grande para a Casa no ano de eleição. Ele se fortaleceria muito mais junto ao conjunto da Casa dando curso ao processo, e não pensando numa reeleição”, disse a VEJA o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), que já se apresentou como candidato ao TCU na disputa pela sucessão de Cedraz.

    Formado por nove ministros responsáveis por abastecer o Congresso com informações sobre gastos do Executivo, obras de infraestrutura e uso correto do dinheiro público, o TCU pode ser um senhor aliado ou o pior dos adversários do governo de turno.

    Ao mesmo tempo em que deu embasamento teórico para o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff e mais recentemente pressionou o Banco Central a capitular na liquidação extrajudicial do Banco Master, por exemplo, o tribunal teve papel crucial para destravar obras e licitações de ferrovias, rodovias e aeroportos e abrir caminho para o Executivo colher dividendos políticos a poucos meses das eleições de outubro, quando Lula deve tentar um quarto mandato.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).